Réveillon em Buenos Aires



Feliz Ano Novo, pessoal! Como foram as festas? Espero que ótimas! Nesse final de ano fiz algo que não fazia há muitos anos, fui viajar! O destino escolhido foi a cidade de Buenos Aires. Fizemos tudo com pouca antecedência, mas deu tudo certo. Escolhido o destino, consegui um pacote que incluía tudo (aéreo, hotel, transfer,  city tour e seguro viagem) para não ter nenhuma preocupação com esses itens. O pacote foi comprado na agência de viagens de uma amiga, a Latitude 25, e foi tudo super tranquilo.

Essa foi minha segunda vez na cidade – a primeira foi há 11 anos – e eu estava bem animada para voltar. Como o dólar está bem alto, decidimos que essa seria uma viagem de passeios e não de compras, então nos focamos em visitar lugares, comer boa comida e arejar bem a mente para começar 2016 com ótimas vibrações. Quem me acompanha no Snapchat @SemFirulas pode ver um pouquinho do que rolou, mas ou contar aqui de como foi e aproveitar para dar algumas dicas.

Hospedagem – Hotel Facon Grande:


Nosso hotel era super próximo à Galeria Pacífico, dava pra fazer muita coisa a pé. Como já esperava, era um hotel simpático e simples, com café da manhã incluso e um quarto bem ajeitadinho. Fora isso, tudo ok.  Bem limpinho, Staff atencioso. Localização era boa, dava pra fazer tudo a pé, não tenho reclamações.  O único problema do hotel era que o Wi-fi era péssimo, super lento, de chorar mesmo.

Minha dica: Alguns pontos da cidade possuem Wi-fi gratuito e sempre tem um Starbucks para se conectar e tomar uma bebidinha.

Dinheiro – Como e onde trocar Pesos:


Havia lido que o Banco de La Nación do Aeroporto era o melhor lugar para trocar pesos. Cheguei a ir até o guichê, mas o nosso “guia” (entre aspas mesmo, porque olha...) disse que não iria esperar ninguém trocar. Mais tarde ele se ofereceu pra trocar o meu dinheiro, mas só de raiva não aceitei (rá!). Acabamos trocando o dinheiro em uma casa de câmbio dentro da Galeria Pacífico e o câmbio não foi muito generoso, mas era o que tinha para o momento. Em praticamente todos os lugares se aceitam dólares e reais em cotações mais favoráveis do que pagar com Pesos, além de poder usar o cartão de crédito. Eu troquei 500 Reais por Pesos, fiquei com mais um pouco de Reais e uns caraminguás em Dólares e consegui ficar de boa.

Minha dica: leve Reais e troque um pouco por pesos e deixe um pouco na carteira. SE tiver dólares, leve, senão não vale a penas comprar. E maneire no cartão, porque o combo IOF + conversão do cartão em dólares pode ser cruel.

Importante dizer que em todo lugar você vê pessoas te chamando para trocar câmbio. São os arbolitos. Eu não tenho coragem e já vi gente falando que recebeu notas falsas desses caras. E tenho pra mim que se eu fosse um pouco mais inocente, teria sido vítima de um golpe. Estávamos na fila da Casa de Câmbio e notamos na nossa frente alguns brasileiros conversando com um rapaz Argentino. De repente, vimos que o Brasileiro começou a trocar dinheiro com o Argentino, achei mega estranho. Aí os Brasileiros saíram da fila e uns minutos depois, o Argentino e um amigo que chegou depois começaram a puxar papo com a gente, dizendo que estavam indo pro Brasil passar o Ano Novo e que estavam na fila para comprar Reais. Do nada ele fala: “Se vocês querem comprar Pesos e eu quero comprar Reais, para que ficar na fila? Comprem de mim!”. Na hora eu disse não, que preferia esperar na fila mesmo. Deu dois minutos, o cara saiu da fila e deixou só o amigo! Ué, mas ele não ia comprar Reais? Pois é. Na dúvida gente, o melhor é pegar uma cotação levemente desfavorável, mas ir na Casa de Câmbio.

City Tour:


Estávamos bem reticentes para fazer o City Tour, mas no final foi interessante porque deu pra conhecer vários pontos turísticos em pouco tempo e aí pudemos voltar com calma onde gostamos mais. O City Tour durou cerca de três horas e percorreu: Plaza de Mayo/Casa Rosada, Palermo, Recoleta, Caminito/La Boca e Puerto Madero. Infelizmente não conseguimos voltar em Caminito porque tivemos medo de voltar sozinhas, dizem que o bairro não é muito seguro. O guia era meio mal humorado (foi o mesmo a viagem toda), mas tudo bem, deu pra gente conhecer a cidade rapidamente.

Idioma:


Minha irmã não fala nada de Espanhol e estava apreensiva. Eu já me viro bem, mas gente, é super tranquilo. A galera está super acostumada com Brasileiros e eles todos arranham o Portunhol e falam bem devagar, consegui me comunicar bem tranquilo com eles. Então vai na fé. La garantía soy yo. Fora que Buenos Aires é quase uma extensão da Argentina, quase se vê mais Brasileiros do que Argentinos, hahaha.


Locomoção – Rádio Táxi e Metrô:


Usamos o serviço de Radio Táxi duas vezes para nos levar e buscar na festa de Ano Novo, que ficava em Palermo. Assustaram a gente dizendo que era impossível conseguir táxi na noite de Réveillon e ficamos super preocupadas, mas achei passeando pela cidade um site que chama Rádio Táxi Premium e consegui agendar o táxi na ida e na volta. Os motoristas foram super corretos, seguiram o taxímetro nas duas corridas, enfim, uma mão na roda. Umas moças que encontramos na festa disseram que o taxista cobrou 500 pesos (+- 150 reais) para leva-las sem taxímetro, o que foi um absurdo, já que pagamos 100 pesos (+- 30 reais) por corrida, incluindo já a gorjeta.

Usamos o metrô para irmos a pontos mais afastados do hotel, como Palermo e Recoleta. Super tranquilo também, nessas horas o Google Maps ajuda muito no trajeto, dizendo qual linha pegar e onde descer. O Google Maps agora permite baixar mapas e usar depois em modo Offline, lembre-se se baixar antes, de preferência no Brasil.

Minha dica: compre já o bilhete de ida e volta porque nem sempre há bilheterias abertas nas estações. O Subte (metrô) custa 5 Pesos.

Alimentação:


Ao contrário dos Estados Unidos, que eu sempre me alimento super mal, na Argentina é possível comer bem e pagando pouco. É muito comum os restaurantes oferecerem menu completo, com entrada, prato principal e sobremesa por um preço fechado. Visitamos alguns nesse esquema, mas o nosso preferido foi o Clark’s (em frente ao cemitério da Recoleta). O menu completo de almoço saiu por 150 pesos (+- 50 reais). Conhecemos também o La Bistecca em Puerto Madero, no mesmo esquema, mas lá a refeição saiu mais cara, uns 320 pesos por pessoa. Fomos também ao Burger Joint em Palermo, e apesar de cheio, foi super agradável e delicioso, recomendo muito a visita.

Minha dica: rata de doce de leite que sou, aproveitei todas as sobremesas e frapuccinos do Starbucks que pude consumir. Vai por mim e faça o mesmo.

Burger Joint, em Palermo. Delicioso

Balada:


Compramos aqui no Brasil uma festa de Réveillon chamada Fiesta Piso Compartido, no Clube Araoz. É uma festa bem tradicional na cidade e depois de pesquisar bastante, compramos pela Internet. Chegando lá a festa estava bem animada, com bastante música latina e eletrônica, mas acho que estávamos muito cansadas de bater perna o dia todo e não conseguimos aproveitar muito, fomos embora por volta das 4 da manhã (a festa começou quase 2). Isso é bastante comum, as baladas em Buenos Aires costumam começar entre 1 e 2 da manhã e pra mim que sou velha isso acaba desanimando, porque geralmente as 3 eu já estou pregada.

No sábado ainda tentamos buscar um pub ou uma balada que não fosse de música eletrônica, mas como era o primeiro final de semana de janeiro, muitos clubes estavam fechados, inclusive o que mais queríamos ir, o Roxy Club, que é uma balada de Rock. Acabamos em um pub perto do Hotel (El Verde), em que a média de idade era de 86 anos, então entramos, comemos e fomos embora. Pelo menos a música era boa.

Compras:


Como disse lá em cima, nosso foco não foi compras, mas comprei sim algumas bobeirinhas. A Farmacity é uma farmácia que está espalhada por toda a cidade e lá comprei minha amada máscara L’oreal Miss Manga (devendo resenha!!), que não tem pra vender aqui no Brasil. O restante das coisas na farmácia não compensava o preço, eram muito semelhantes ou mais caros que no Brasil.

Réveillon em Buenos Aires
Comprinhas para o Eduardo

Réveillon em Buenos Aires
Minhas poucas comprinhas


Em Caminito comprei um licor de Doce de Leite delicioso e uma lembrancinha pro Dudu. Na Feira da Recoleta comprei um Porta Chaves fofinho. Já na Rua Florida, comprei alguns acessórios de cabelo e outras firulinhas em uma lojinha estilo Claire’s, que estavam com preço bem amigo. Antes de ir embora, passei em um Kiosko (tipo uma loja de conveniência, que são espalhadas pela cidade) e comprei docinhos e alfajores pra mim e pro Dudu.

Por fim, no Duty Free já do Brasil, comprei um pack de três máscaras Lash Sensational da Maybelline, que estava com um preço super bom (22 dólares). Além da Lash Sensational, a mesma promoção valia para a The Rocket, a Falsies Flared e Big Eyes e a Volume One by One.

Ou seja, não fiz grandes aquisições, mas o foco também nem era esse. E também, com esse dólar nem dá pra brincar tanto.

Últimas dicas:

 
Palermo

O bairro de Palermo é delicioso, foi o lugar que mais gostamos! Muitos restaurantes e bares, gente bonita, lembra muito o Brooklin! Reserve uma tarde inteira para passear pelas ruas! A Recoleta é bem bonita também, mas ficamos pouco porque estava muito quente. Puerto Madero também é bem agradável. Assim como em qualquer lugar, cuidado com bolsas e pertences pessoais. No entanto, vimos muita Polícia o tempo todo pela cidade e nos sentimos mais seguras.

Não fomos a nenhum show de tango, já tinha visto o Señor Tango da primeira vez  e dormi. Como minha irmã não fazia questão, nem fomos. Mas existem shows para todos os gostos e bolsos.


Ufa, acho que foi isso! Foram cinco dias bem intensos, mas bem aproveitados! Conseguimos conhecer bem a cidade, nos divertimos muito, foi bem tranquilo mesmo. Recomendo muito uma visita aos nossos Hermanos, o tempo que ficamos foi suficiente para ter um gostinho de tudo e quem sabe daqui uns anos, voltarmos novamente.

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Ju e Thata

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