O que é consumo consciente para você?

Esta é uma blogagem coletiva, sugerida no What Mommy Needs, da qual resolvi fazer parte para tentar gerar certa discussão positiva com o retorno de vocês.

Pois bem...muito antes de eu entender de fato o termo sustentabilidade, muito da minha prática cotidiana já remetia ao conceito, sem que eu desse nome aos bois. Mas a verdade é que depois que realmente adentrei na blogosfera – e sigo blogs de todos os gêneros – comecei a perceber que minhas atitudes pessoais não eram isoladas e que muita, mas muita gente, tanto quanto eu, se preocupa com o futuro do planeta e de seus filhos e tenta se virar nos 30 para minimizar seus impactos.

Porque sejamos francos, urbanóides como somos, deixamos pegadas violentas neste planeta, mesmo quando tentamos suavizá-las de todas as formas possíveis.

Mas o que viria a ser o “consumo consciente”? Eu acredito que o termo deve ultrapassar os quesitos ambientais, se estender a política social, ao tratamento que a empresa dá aos seus funcionários e a forma como age e reage com o ambiente, seja ele natural ou artificial.

Como a chave do sucesso da economia está nas nossas mãos  frenéticos consumidores, fica bem fácil concluir, que a maior responsabilidade é nossa. É através de nossas escolhas que determinamos a força – positiva ou negativa – que uma empresa/indústria terá tanto no nosso presente como no nosso futuro.

E como ser sustentável virou moda, o rótulo passou a ser mais frequente do que as atitudes que realmente indicam sua aplicação. A velha história do falar e não fazer. Bem intencionados distraídos, caem nas armadilhas verdes de um sistema negro muitas vezes. E desta forma distorcemos todo o contexto do consumo consciente.

Eu poderia listar, pelo menos, uma dúzia de empresas nacionais ou gringas, que geram muitos empregos e ganham muitos milhões, cujos produtos além de supérfluos, podem e normalmente prejudicam nossa saúde. Como se somente isso já não bastasse, são fruto de desmatamento, extração ilegal de água, geram resíduos indestrutíveis e minam qualquer tentativa de sustentabilizar nossa economia. Mas não vou falar dos gigantes escravocratas. Vou falar de mim e de você e do que podemos fazer para mudar nossos hábitos, tornando não só nosso consumo mais consciente, como também o nosso cotidiano.

Nosso sistema é regido pelo consumo, nosso valor social, normalmente também é determinado por ele – nesse vídeo do you tube está tudo muito bem explicadinho, dedique 20 minutos do seu tempo para assisti-lo e encontrará muitas respostas, que o governo e as escolas não costumam dar.

Sendo o consumo a base estrutural desse nosso sistema, podemos observar que nada evoluiu, progrediu ou se adaptou tão bem, quanto o marketing, a publicidade e as inúmeras formas e facilidades para se comprar.

Toda a tecnologia, tão sonhada pela humanidade, passou a ser descartável. Até a geladeira, que antes era um bem durável, que funcionava bem por toda uma vida, hoje é trocada como se fosse uma lâmpada.

E tudo que compramos ainda vem embalado por uma série de plásticos de todos os tipos e normalmente com a maior porcaria derivada do petróleo , o isopor. Compramos muito, descartamos rápido e ainda por cima, metade do que vem na embalagem vai para o lixo quase que automaticamente.

E queremos chegar aonde com esse consumo? Ouvi uma vez que o ser-humano necessita realmente de apenas 5 coisinhas beeeem simples: abrigo, alimento, água, vestuário e ar. Fato.E o que fizemos com estas necessidades básicas?

O sistema inventou que as casas devem mudar sua arquitetura a cada 5 anos, seu alimento pode e deve ser industrializado, tóxico e cancerígeno , água boa é engarrafada – mesmo que você nem imagine de onde ela vem e como chegou na sua mão – e as roupas determinam quem você é, o que você tem e qual o seu valor. Também mudam a cada estação e padronizam as pessoas, uniformizando-as com a moda. Comprometemos até o nosso ar, com essa obsessão por consumir. Intoxicando todo o planeta com muito CO2, com o fruto do nosso consumo

O fato é que não é nem um pouco fácil se “desalgemar” desse sistema. Porque se precisamos consumir, para manter a economia e portanto nossos empregos, deveríamos tanger limites. A tal diferença entre consumo e consumismo.

O consumismo é exatamente a vertente descabida, exagerada e inútil. É o comprar por comprar, sem precisar. Aliás hoje há até quem padeça dessa enfermidade. E quantas são as enfermidades oriundas desse sistema?

Alternativas. Nós as temos? Siiiiiiim!

Rumar para uma alimentação saudável deveria ser obrigação de todos nós. E não é fácil eu sei. Não basta acordar um dia e falar: “Nunca mais pisarei num fast food e a partir de hoje só como comida orgânica”. A evolução é lenta e os passos são curtos, começamos a mudar, simplesmente quando começamos. Não quero apontar meus dedos na cara de ninguém com esta postagem. Apenas mostrar opções.

E aqui listarei algumas delas :

*Prefira sebos ou mesmo bibliotecas quando precisar de um determinado livro.

*Visite brechós, custumize roupas antigas, faça reajustes com costureiras antes de se render aos impulsos da moda.

*Restaure ou modifique móveis antigos, descubra antiquários e lojas de móveis usados.

*Reinvente móveis e peças decorativas usando material reciclável e sucatas.

*Experimente presentear as pessoas com sementes e mudas de plantas, flores ou árvores nativas, ao invés de se render aos mesmos presentes de todo o ano, engavetados rapidamente.

*Não compre animais, não patrocine quem explora estes seres-vivos.
Valorize a vida. Não a banalize. Animal a gente não compra, a gente salva!
*Compre agendas, cadernos e material escolar que tenham sido reciclados ou pelo menos indiquem a procedência legal da madeira utilizada para os produzir.

*Troque os livros que seus filhos não vão usar mais por outros de que ainda vão precisar.

*Não se sinta obrigado a presentear as pessoas. Uma coisa é encontrar um presente que você identifique na hora quem vai adorar, a outra é a obrigação de comprar qualquer coisa para qualquer pessoa em nome de uma civilidade e boa educação mentirosas e fajutas.

*Reaproveite embalagens e crie caixas de presente personalizadas, com muito mais estilo, bem mais baratas e originais.

*Organize feiras de troca com seus amigos, em seu bairro, nas escolas. Cada um leva o que não lhe serve mais, mas ainda pode ser útil para outra pessoa.

*Entre em contato com produtores agroecológicos, os mais próximos de sua região, para comprar diretamente com eles. Isso diminui os custos com impostos, deve eliminar embalagens insustentáveis, melhora a qualidade da comida que você consume e fortalece quem, além de plantar, cuida e preserva o meio ambiente.

*Valorize o artesanto local, as cooperativas que fazem lindos trabalhos manuais, as diversas pessoas que com criatividade produzem lindas e variadas peças, recicladas ou não, sem pertencerem as escravocratas multinacionais.

*Descubra a origem dos produtos que você consome, como é a cadeia produtiva, o material da embalagem.
Prefira as empresas que se preocupam com seus colaboradores, tanto quanto com o planeta e garantem além de uma cadeia sustentável, fonte de renda justa para os seres-humanos.

*Passeios e momentos agradáveis em família e com amigos não devem se restringir a shoppings e restaurantes. Descubra o verde que ainda resta na sua cidade. Faça pic-nics, ande de bicicleta, desfrute de tudo que é de graça, muito mais saudável e lindo.

*Para presentear as crianças prefira os brinquedos mais instigantes, que as obriguem explorar sua imaginação. E não eletrônicos que exigem pilha e bateria falam, mexem-se e se desdobram, mas depois ficam abandonados, quebrados num canto qualquer.

Enfim...para começarmos a atrelar consciência ao consumo, devemos enxergar além do que nos mostram as prateleiras, se enquanto consumidores não puxarmos para nós a responsabilidade e o dever de investigar, continuaremos marionetes alienadas, fingindo não saber o que está por trás de tanta futilidade e conforto. Eles estão errados. Nós não precisamos ser cúmplices.

E vocês? O que pensam a respeito e principalmente, o que fazem sobre o assunto?



P.S.: Com a minha péssima conexão, foi impossível adicionar fotos a esta postagem.


3 comentários:

  1. Vc tem toda razão Má! Qtas vezes me pego preocupada com nosso meio ambiente mas ao mesmo tempo comprando coisas que posso pensar duas
    vezes antes e passar sem... Muitas vezes temos consciência dos nossos atos que são maléficos, mas não paramos de fazer... preciso me policiar!!!
    Bjs

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  2. Esse consumismo desenfreado realmente é muito danoso... temos que nos policiar pra não passarmos isso pros nossos filhos. Tenho feito o possível!

    E adorei as dicas de aproveitamento e reciclagem!

    Bjos sua lynda!

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  3. Ai que saco!!!! Acabei de passar pelo Evolução Sustentável e respondi esse post lá e agora vi aqui tb. Sou preguiçosa demais pra responer duas vezes! Mas vamos lá, pois é claro que há outras coisas pra comentar. Eu tento ser sustentável em minhas ações diárias e quando estou mais orgulhosa, lá vem o tombo - me pego comprando uma bolsa nova sendo que já tenho 34765432 delas! Resultado disso é que há tempos não consigo manter a felicidade de ter comprado alguma coisa por muito tempo. Isso acontece a cada troca de carro, a cada bolsa ou sapato novo, a cada vestido que não caberá no meu armário. A sensação não é boa e tenho tentado mudá-la. Um pé depois do outro, partindo das coisas de menor importância para as maiores (no meu conceito) sei que chegarei a um melhor nível de conduta sustentável... Bjn...

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