Globalizar o bem faz bem...


Olá meninas.... Lá vem a coluna de sexta-feira postada no Sábado! Vocês vão ver só o que se torna a cabeça da gente depois dos 35! Se abusar, me esqueço de levantar de manhã!

De qualquer forma, espero que vocês tenham tido uma linda semana apesar do frio ou graças a ele – já que ao menos mais elegantes ficamos nesse clima.


Globalização já deixou. há tempos, de ser uma mera palavra de ordem ou uma promessa de interação mundial ou, para alguns, uma maldição capitalista.


Ela é uma realidade que, boa ou ruim ou os dois, integra nossos dias e nos permite provocar e sofrer influência de ações praticadas nos cantos mais longínquos do planeta.


Já que não temos como correr desse fato e se nos isolarmos numa bolha (muitas vezes, meu maior sonho de consumo), a maior vitima seremos nós mesmos, que tal participarmos com ações que possam refletir em outros lugares o que de bom fazemos em nossa vizinhança?


Creio que a maioria, se não todas, já tenham ouvido falar do Projeto Tamar. Ele foi criado em 1980, pelo antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal-IBDF, que mais tarde se transformou no Ibama-Instituto Brasileiro de Meio Ambiente.


Hoje, é reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha e serve de modelo para outros países, sobretudo porque envolve as comunidades costeiras diretamente no seu trabalho sócio-ambiental.


O Projeto Tamar não só permitiu distanciar as tartarugas marinhas da extinção com enorme sucesso, como também praticou ações sociais que mostram o quanto é possível se mobilizar uma pequena comunidade, depois outra, e outra, e outra, e mais outra, que todas juntas têm grande força em prol de uma causa nobre.


Ele jogou por terra aquela idéia tacanha do “eu sou pequeno e a minha voz ninguém ouve”.


O Projeto Tamar atua em frente de pesquisa, conservação e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção, protege cerca de 1.100km de praias, através de 23 bases mantidas em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso desses animais, no litoral e ilhas oceânicas, em nove Estados brasileiros.


O nome Tamar foi criado a partir da combinação das sílabas iniciais das palavras “tartaruga marinha”, abreviação que se tornou necessária, na prática, por conta do espaço restrito para as inscrições nas pequenas placas de metal utilizadas na identificação das tartarugas marcadas para diversos estudos.


Desde então, a expressão Tamar passou a designar o Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas, executado pelo Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas, vinculado à Diretoria de Biodiversidade do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade-ICMBio, órgão do Ministério do Meio Ambiente.


Como boas idéias globalizadas criam boas ações espalhadas pelo planeta, o Projeto Tamar, representado pelo oceanógrafo Fernando Niemeyer Fiedler, do Programa Interação Tartarugas Marinhas e Pesca, apresentou em maio, no Chille, sua experiência de 30 anos no desenvolvimento de ações voltadas à conservação marinha, ao desenvolvimento e inserção comunitária e à interação com pesca.


Fiedler fez palestra durante reunião realizada dia 9, por iniciativa da ong Pacífico Laúd e do Centro de Investigación e Desarrollo de Profesionales Marinos Pacífico – Promar Pacífico Ltda.


Em seguida, o oceanógrafo visitou algumas comunidades pesqueiras e barcos de pesca industrial da região de Valparaíso e Viña del Mar (área central do Chile), onde há uma atividade bastante intensa.


O encontro reuniu setores do governo, pesquisadores, ONCIP’s e pescadores artesanais na vila de Chipana, região norte do Chile. O objetivo foi fortalecer o trabalho de informação e conscientização que vem sendo realizado nessa região, que tem histórico de conflito, principalmente com a pescaria de rede de cerco para anchoita (proibida próxima à costa), que captura incidentalmente tartarugas marinhas.


Claro que condenar os pescadores, rotulá-los de agressores do meio-ambiente e discriminar suas ações, suas famílias e o lugar onde vivem é tão mais fácil que se torna a opção número 1 do ser humano, mas somente dos piores de nossa espécie a bem da verdade.


Ainda há muitos de nós que prefere; ao invés de apontar erros, acusar e julgar os outros por sua conduta enquanto nos sentamos confortavelmente sobre nossos imensos rabos sujos; outros tantos se encarregam de agregar e somar forças em prol de um objetivo comum – a preservação.


Houve reuniões para exposições de diferentes ações relacionados às tartarugas marinhas no Chile, além de apresentações sobre experiências de instituições estrangeiras. Além do representante do Tamar, também participaram como convidados internacionais Alejandro Falabrino (Proyecto Karumbé/Uruguai) e Joanna Alfaro Shigueto (Pro Delphinus/Peru).


Essa soma de esforços traz a certeza que não estamos todos de braços cruzados enquanto as tartarugas marinhas são dizimadas e nem com o braço esticado e dedo em riste na cara de quem as mata como se elas não fossem responsabilidade de todos nós; como se o planeta não fosse a grande casa deste mundo de irmãos!


E você? O que faz de sustentável que pode ser levado para a rua de trás, para o bairro vizinho, para a escola de coleguinhas de seu filho? Vamos globalizar?



Tenham um lindo fim de semana...



2 comentários:

  1. olá!

    muito bom o seu cantinho!
    bacana o seu post!
    o melhor fazer um pouquinho
    que seja pelo um mundo melhor
    do que nada!
    é a primeira vez que venho aqui no seu cantinho mas não será a ultima!
    um abração!

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  2. Hmmmmm...vc já sabe o que ando fazendo...rs
    Vc mencionou os pescadores, antes predadores gafanhotos, hoje agentes ambientais. Os projetos de extração do juçai, funcionam nesta mesma linha. Quem hj vive da semente da palmeira juçara, antes vivia da extração ilegal do palmito. E isso na minha opinião é incrível. O verdadeiro trabalho socioambiental...para que as pessoas entendam de uma vez por todas...que não é pq defendemos os animais q queremos extinguir a espécie humana. Acredito do fundo do coração que é possível resgatar tudo. Salvar espécies e oferecer dignidade para cada ser-humano...E vamos que vamos...

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Ju e Thata

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