31 Dias de Meme: Dia 06 - Uma experiência inesquecível

Por coincidência já falei desse assunto há poucos dias aqui no blog, mas a experiência mais inesquecível da minha vida foi com certeza a minha viagem à Índia.



Digo pra vocês que foram os dias mais diferentes que eu já passei na vida. A Índia parece outro planeta, tudo é absolutamente diferente do que estamos acostumados. Não pensem que tem alguma coisa a ver com aquela Índia fantasiosa que vimos na Globo. Sim, a maioria das mulheres se vestem usando os Saris, mas fora isso as pessoas não ficam em suas casas fazendo dancinhas como na novela.

Auto Rickshaw
Quando cheguei lá fiquei chocada com a quantidade de gente jogada nas ruas (a questão da Casta ainda é forte por lá), a maioria dos lugares não tem calçadas, esgotos a céus aberto, muito lixo, muitas ruas de terra bem pertinho das avenidas principais e acreditem se quiser, quase não há semáforos pela cidade. O trânsito é um caos, muito, mas muito pior que o trânsito de São Paulo! Lá um meio de transporte muito comum são os Auto Rickshaws (foto), que são motos tipo Vespa adaptadas com uma caçamba para que duas pessoas possam ir sentadas uma do lado da outra (além do motorista), mas não pensem que não se vê gente lá em três, quatro, cinco pessoas dentro de um veículo desses. Esses veículos andam entre os carros, ônibus e caminhões na maior imprudência, no começo meu coração quase saía pela boca ao andar, mas chegando ao fim da viagem estava plenamente adaptada e quando pegava um taxi acabava reclamando da lentidão do motorista. Nas motos então, facilmente se vê uma família inteira, pai, mãe, dois filhos, numa boa, sem capacete, cortando os carros.

Muitos contrastes
A língua é um caso a parte. Tendo como segunda língua oficial o inglês, a Índia tem diversos dialetos espalhados por todo o país e não é difícil encontrar gente falando cada um seu dialeto e se entendendo numa boa. O sotaque deles é absolutamente carregado, o que me deu uma boa dor de cabeça nos primeiros dias, porque mesmo falando inglês fluentemente, não conseguia entender o que eles me falavam. Olha só um trecho do blog que eu montei somente pra essa viagem:

“(...) Meu Deus! Como é dificil entender o que esse povo fala! Eles são mega enrolados... fui batendo um papo por associação com o motorista até o hotel... e olha que ele falava bem! Cheguei na recepção, a Flavia estava me esperando... enfim, alguém pra falar Português. Ela ficou comigo durante o check in que foi rápido e eu subi no quarto com o cara das malas... ele era ainda pior que o motorista... meu papo com ele foi mais ou menos assim:

"haeuhaduafaiuhyfafifsru here?" - e eu ... "Yes, it's my first time here"

"s,lfkksjfldskfsjfslkrjisfksjfsjflksfjsfjsfj from?"- "Brasil"

"Let me show you the room features"- (beleza, achei que estavamos nos entendendo)

"ajdasjdadjajdadajkljdla wardrobe kajfkadjklajdladlakdjadj minibar lkadlakdladlajdlkajdlad desk kajdajdkaldjladjksajdsajd TV kajdkajsdksajdlksajdsjdksd bathroom kajdkajdkajdajdajdlajdlajdalkjdajdlajd lights kjakdjkajdkajdakewiuic telephone (…)"”

Sentiu o drama?

Com o passar dos dias fui me habituando às pessoas, aos contrastes, à música (que virou paixão até hoje), mas não consegui me adaptar à comida. Conheci a cidade inteira, fiz muitos passeios a lugares lindos. Conheci pessoas maravilhosas e agradabilíssimas. Cheguei chocada e parti apaixonada pelo país, pelas pessoas e pela cultura, tão diferente da nossa.


Eu levando golpe do tiozinho (E sim, já fui loira!)

Muito bom sair da caixa. Saudades...

3 comentários:

  1. Realmente uma cultura super diferente!
    Eu não sei se iria me adaptar bem, eu não lido bem com mudanças, mas seria interessante no mínimo.

    ResponderExcluir
  2. Imagino o quanto tenha sido impactante essa experiência! Eu não tenho registros de nada que possa ocupar o posto de "inesquecível". Algumas pessoas e alguns animais ocupam esse lugar na minha vida mas não uma situação específica ou um local determinado. Mais provável que seja minha postura diante das circunstâncias do que efetivamente as oportunidades a grande culpada. Na corda das emoções costumo ficar próxima ao meio e raramente vou às extremidades. Bjn...

    ResponderExcluir
  3. Que post bacana, Thata!
    Eu, particularmente, não tenho - e nunca tive - vontade de viajar prá India.
    Não sei... Não me atrai... Mas ler a sua experiência é bem legal pq conheço quem foi e não gostou nada! rs

    Bjos

    ResponderExcluir

Obrigada pelo seu comentário e pela visita!

Se seu comentário for uma pergunta, pedimos que deixe um e-mail de contato, pois não conseguimos responder comentário anônimos!

Ju e Thata

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Sem firulas © Layout criado por: Algodão Doce Design
imagem-logo