E o churrasco de domingo? Está de pé?

Olá meninas... Espero que tenham tido uma boa semana...

Mari, desejo que o tempo seja poderoso... e se acelere... Nada como ele para mover as areias que formam nossas dunas...

Hoje está praticamente tudo igual aqui e lá no meu cantinho do horizonte.

Vamos falar sobre o sagrado bifinho de cada dia. Os processos de abate permanecem, ainda nos dias de hoje, primitivos e violentos.

Animais entram no abatedouro um a um. Os criadores mais bem aparelhados, usam um revólver pneumático atordoador, mas ainda é muito comum a marretada na cabeça, nem sempre certeira.

Quando é chegada a hora do abate, os animais, em geral, são forçados a entrar num corredor estreito. Desesperam-se, tentando fugir de todas as formas, viram-se de um lado para o outro, os olhos cheios de terror. Sentem o cheiro do sangue dos outros já mortos e recusam-se a seguir adiante. Alguns, já sem força, caem; os que permanecem de pé são forçados a prosseguir, tangidos a choques elétricos.

Ao final do percurso, um por um, são contidos em pequenos boxes e covardemente massacrados: recebem marretadas, tantas quantas forem necessárias, até que tombem.

Os golpes lhes causam mutilações nos chifres, olhos e focinho. São então suspensos – alguns às vezes ainda vivos – por uma das patas traseiras; seus músculos se rompem em virtude do grande peso de seus corpos.

Operários com longas facas cortam a garganta de cada animal, na veia jugular e carótida, deixando-o sangrar até a morte, pendurado de cabeça para baixo. Este é apenas o fim trágico para uma vida miserável.

No Brasil, este procedimento é comumente empregado no abate de bovinos. Porcos, cabras, ovelhas, aves e outros animais são igualmente abatidos com idêntica brutalidade, mas sem o uso do atordoamento.

Qualquer que seja o lugar do mundo, o gado é sempre exposto a duras condições, sofrendo manejo bruto e, freqüentemente, crueldades no decorrer de suas curtas vidas. Só nos Estados Unidos, onde cada cidadão come sete bois de aproximadamente 500 kg em toda a sua vida, mais de 100 mil cabeças de gado são abatidas a cada 24 horas.

Principalmente no Brasil, o gado é rotineiramente castrado, seus chifres arrancados, e seu corpo é marcado a ferro quente sem anestesia. Estes procedimentos são realizados somente para benefício econômico e conveniência dos produtores de carne.

Ao pastar a céu aberto, eles são expostos a condições climáticas extremas, que vão desde calor insuportável até tempestades e secas. Muitos animais sofrem e morrem de calor, frio, sede, fome, doenças e envenenamento por plantas tóxicas.

Após diversos meses no campo, o gado é transportado para locais de engorda , o que é feito através do fornecimento de grãos . Nesse local, dezenas de milhares de animais são apinhados em áreas lamacentas, infestadas de moscas e cheias de estrume, onde o estresse os torna suscetíveis à febre e a outras dolorosas doenças debilitantes. Defender-se das moscas pode fazer com que eles percam um ou dois quilos por dia, por isso os produtores os pulverizam regularmente com inseticidas altamente tóxicos.

O gado não se adapta de imediato a comer grandes quantidades de grãos. A mudança fisiológica abrupta na dieta de grama para grãos causa dolorosos problemas digestivos, principalmente flatulência. Para aumentar o ganho de peso e reduzir os custos, alguns produtores adicionam papelão, jornais, serragem e até pó de cimento à ração. Outros preferem adicionar estrume de aves e suínos ou esgoto industrial e óleos.

Quando atingirem o peso ideal, os animais são transportados por caminhões até os matadouros. Freqüentemente são manejados com brutalidade: levam choques elétricos de aguilhões, são chutados e arrastados. Podem ser privados de alimento e água e sofrer exposição a condições ambientais difíceis por longos períodos.

Caminhões que transportam gado estão sempre superlotados, o que resulta em quedas, pisoteamento e lesões durante o transporte. Os animais que sofrem trauma de pernas, pelve, pescoço ou perna, são arrastados para fora dos caminhões até o piso do matadouro, onde, muitas vezes, agonizando de dor, chegam a esperar horas para ser abatidos.

Animais que estão doentes demais para morrer não recebem eutanásia. Em vez disso, podem ser jogados na “pilha de mortos” e deixados para morrer de doença, sede fome ou hipotermia.

Nos Estados Unidos, embora seja requisito do Federal Humane Slaughter Act de 1958 e revisto em 1978 (com exceção de abate kosher e de outras recomendações religiosas), o atordoamento nem sempre é feito com sucesso, devido à incompetência, à indiferença ou à deficiência do equipamento.

Existe um tipo de abate de cunho “religioso” que segue o preceito segundo o qual não se deve ingerir alimentos com sangue, como praticado para a produção de alimentos judaicos, a chamada comida kosher talvez seja pior que a habitual, pois é marcado por excepcional requinte de crueldade.

Os criadores costumam afirmar, com um orgulho sinistro, que “da vaca se aproveita tudo”, dos cascos ao chifre, sendo por isso um “animal muito útil ao homem”, conforme aprendemos na escola e sustentamos com sorrisos de lado e peitos estufados não nos considerando assassinos.

Até mesmo as patas, que não seriam comestíveis, fornecem material para a geléia de mocotó. Muitas gelatinas artificiais são produzidas com patas de vacas ou bois, além de conter corantes e aromatizantes artificiais. Portanto, vegetarianos não devem consumir gelatinas de origem animal e geléia de mocotó.

Se você ainda não foi convencido de que deve fazer a sua parte deixando de comer carne, lembre-se destas informações na próxima vez que se sentar num restaurante e pedir uma vitela acompanhada de um bom vinho francês ou simplesmente resolva fazer um churrasco para comemorar algum momento feliz.

Existe um grande movimento internacional de boicote ao consumo de vitela criado justamente pela compaixão que sentimos em relação a esses filhotes. SIM!!! Você não sabia? A vitela é a carne do bebê boi!!!

Você quer mudar a sua vida e contribuir, de fato, para que a crueldade contra os animais seja banida da face da terra? Não consuma mais vitela ou a carne da mãe ou do pai dela! É simples assim!

Mas quer fazer mais? Não freqüente mais lugares que apresentem esse tipo de prato em seu cardápio e avise-os do porquê de sua decisão. Melhor ainda: divulgue isto entre seus amigos. A ignorância é a faca mais afiada que ao ferir, estanca o próprio ferimento para que o ignorante não se perceba ferido e morra aos poucos, engasgado na própria torpeza.

O McDonald´s, rede mundial de hamburgers, gasta milhões de dólares em campanhas de propaganda direcionada a crianças e jovens, tentando mostrar que seu produto é bom. Criaram até o palhaço Ronald McDonald´s. Nos anúncios, ele mostra que os hamburgers nascem como frutas e crescem em pacotes. Esse personagem era interpretado por Jeff Juliano que, ao inteirar-se da forma como o gado vive e é assassinado, abandonou o emprego milionário e tornou-se vegetariano. (Fonte: Instituto Nina Rosa)

Bovinos e Eqüinos a Caminho do Prato

1º Estágio: O animal chega à "central de empacotamento", e é colocado em uma área de espera.

2º Estágio: O animal é enfileirado em um curral e um funcionário começa a conduzi-lo, com o auxílio de uma vara de eletro choque, através de uma porta de aço.

3º Estágio: É feito o pré-abate através de pistola pneumática ou atordoamento elétrico ou golpes de marreta.

4º Estágio: O animal é pendurado em uma corrente pela pata traseira de cabeça para baixo (há a ruptura dos tendões da coxa, e o animal tem a carne rasgada pelo próprio peso).

5º Estágio: É feita uma abertura para esfola do couro (muitos animais recobram a consciência e gritam de dor nesse momento).

6º Estágio: É feita a degola e tanques aparam o jorro de sangue durante alguns segundos.

7º Estágio: O animal é baixado e começa o processo de esfola total e parte dos cortes de tetas, patas e línguas. É COMUM OS ANIMAIS CHEGAREM VIVOS NESTE ESTÁGIO. HÁ RELATOS EM QUE O ANIMAL AINDA ESTAVA PISCANDO OS OLHOS ENQUANTO ESTAVA SENDO RETALHADO.

8º Estágio: O animal é arrastado em uma esteira onde há o corte em uma serra elétrica em duas metades, na posição da coluna vertebral.

9º Estágio: A carcaça é levada para uma câmara de resfriamento (a carne ainda contém calor do sangue).

10º Estágio: A carcaça é levada para a seção de corte em pedaços como os vistos em mercados e açougues.

Então... Vamos balançar a cabeça e fingir que não sabemos de nada disso e comemorar com um churrasco?

Bom fim de semana...

17 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Seus posts sempre mexem mto comigo! Fui vegetariana durante 6 anos, e voltei a comer carne por pura pressao familiar: eles tinham medo q eu ficasse doente. Mas volto a pensar seriamente no assunto...
    Parabens pelo post, como sempre, excelente!
    Bjos!

    PS: deletei o primeiro comentario pra corrigir erro de digitação, sorry!

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  3. Jessy: Não se preocupe com o fato de ter voltado a comer carne. Isso acontece com a maioria de nós. Comigo aconteceu tb. O importante é que vc volta a pensar no assunto. Sei que tomará a decisão mais humana! Se precisar de qq apoio nesse sentido, conte comigo! E quanto a doenças possíveis, tranquilize a tua família. Normalmente somos bem mais saudáveis do que os carnívoros! Todos os meus exames snao bons, minha pele, meu cabelo, minha saúde como um todo. E há mais de 15 anos que não como carne. Se quiser, posso mandar vários estudos pra vc mostrar pra eles. Quem sabe até mesmo a família toda não começa a abolir a carne aos poucos! Um dia da semana, depois dois, e assim por diante! Bjn...

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  4. Que impressionante.
    Confesso que eu como pouquíssima carne, mas ainda como... :(
    Tenho dificuldade de substituir, falta de imaginação na cozinha.

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  5. Olha eu concordo que MUUITOS matadouros fazem dessa forma, mas há por exemplo da sadia, perdigão e outros que é tudo dentro da lei, não assim!

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  6. Dea: Tem um site chamado cantinho vegetariano que tem receitas muito legais. Quando tiver tempo, dá uma passadinha. Bjn...

    Luuh: Já visitei os matadouros que vc citou - todos eles. É exatamente assim que acontece. Não se esqueça que essas práticas estão dentro da lei. É perfeitamente legal matar animais assim! Não há nada que justifique tais atos, querida - não adianta tentarmos justificativas, pois elas simplesmente não existem. Bjn...

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  7. O "engraçado" é que a gente sabe e conhece a maioria das coisas citadas aí e simplesmente fingimos que não nos importamos.
    Vemos a carne bonitinha no prato e preferimos a ilusão de que ela surgiu do nada, que não veio de um animal que passou por tamanho sofrimento.

    Tudo pela gula, tudo pelo prazer, tudo por um sanduíche do Mc Donalds...

    É deprimente.

    Parabéns e obrigada pelo post, veio em boa hora.

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  8. Jana - obrigada pelo apoio de sempre. A caminhada é longa em cada dia uma superação...
    Mais um post excelente para fazer com que cada uma de nós reflita, questione e aja! Durante muito tempo me condicionei a um tratamento de tortura, sempre que me deparava com a carne, tratava de lembrar tudo o que sabia sobre o sacrifício desses animais. Sou já bastante abençoada, porque de fato a carne não me apetece como uma boa salada. Estranho, mas sou feliz assim! Estranho porque sou estranha mesmo, principalmente quando comparada aos modelos sociais que criamos e a esse mundo de ponta cabeça. Lembro-me dos passeios da escola, em sítios recreativos, para mim era o inferno, ver aqueles cavalinhos puxando carroças com crianças histéricas. Detestava aquilo e ficava deprimida...e assim fui crescendo sem querer compactuar com essa sociedade que acredita e vive essa realidade que inferioriza os animais e os coloca a nossa disposição. Nada justifica o sofrimento, seja com o ser-humano, seja com os animais. A natureza, por si só já é bastante cruel...e se nos orgulhamos tanto em pertencer a uma raça racional, deveríamos ser diferente no que se trata ao quesito crueldade. Mas não, tratamos de inventar métodos que potencializam o sofrimento...Tantas são as dores que já somos obrigadas a sentir durante a vida e ainda assim nos dedicamos a criar outras formas de gerar sofrimento. Canso de ouvir pessoas que se eximem de suas culpas com a justificativa de que não são elas que matam ou torturam animais, seja para qual fim for, mas como vc mencionou na outra postagem, se tantos homens continuam a fazer isso é porque existe um mercado de consumidores, loucos por um sangue, que ignoram existir. A culpa, mais uma vez, é de cada um de nós, quando lucramos ou quando consumimos.

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  9. Heri Carvalho: Eu oscilo entre achar que vc está coberta de razão e pensar que realmente "não se pensa nada" quando se vê a carne no prato. Qualquer que seja a hipótese, não sei o que é pior! Se sabermos e fingirmos que não somos responsáveis ou se olharmos e não lembrarmos que "aquilo" um dia respirou e sentiu dor, como todos nós - sem nenhuma, rigorosamente nenhuma diferença! Bjn...

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  10. MARI: Fico muito feliz em te ver aqui escrevendo. Pensamento desviado por um instante por um texto meu! Quanta honra! Enfim... Não tenho nada a acrescentar às tuas colocações - ponderadas e lúcidas como sempre!

    Acho até que o "eximir-se" é uma forma de não aceitar os monstros que somos! Não é fácil concordar com o sofrimento ao qual são lançados esses animais. Creio que a maioria dos carnívoros tb pensam assim. Então dizermos para nós mesmos "eu não sou responsável por isso" "não sou assassina por comer carne mas o é o que mata o boi" é uma forma de nos justificarmos para nós mesmos.

    De qq maneira, abandonar o consumo seria uma forma bem mais efetiva de nos olharmos sem ver o sangue desses animais nos escorrendo pela boca e termos que nos auto-enganar! Bjn...

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  11. É, entrar num abatedouro funcionando causa uma transformação na vida da gente. Mudança de percepção...
    BjBj e parabéns por abordar esses temas aqui no blog!

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  12. MARCELINHA: Confesso que todas as vezes que fui, e não foram poucas, fiquei tão enojada que era difícil comer até alface nos dias seguintes! Acho que deveria ser visita obrigatória! Seríamos melhores ainda que não vegetarianos... Bjn...

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  13. Sabendo disso tudo,ainda continuo a comer carne,tá vou ser execrada,eu sei,mas quer saber,se eu pensar que tudo que eu como foi produzido de maneira que fizesse mal a alguém,eu simplesmente não comeria nada.Olha só,prá plantar 10 mil pés de alface uma família foi desalojada,sim,por que o governo preferi emprestar dinheiro prá quem planta do que prá quem tem fome.sendo assimtô fudida de qualquer maneira.O boi vem sendo comido á milenios,e se agora ele sofre prá me alimentar,pior ainda era quando não existia choque ou algo que o fazia sentir menos dor do que ser atingido pela flecha de um neandertal,que o esfolava ainda vivo.
    Pior é saber que animais são mortos e judiados prá que a gente tenha a pele lisinha,ou o cabelo sem frizz.
    Sim,L'oreal,Shiseido,Pantene,e até a nossa querida MAC usam animais de alguma forma em seus produtos.
    Vê só esse pequeno exemplo:
    Carmim, Cochonilha, Ácido Carmínico (Carmine, Cochineal, Carminic Acid)
    Pigmento vermelho obtido através da compressão da fêmea do inseto cochonilha. De acordo com estimativas, 70.000 insetos precisam ser mortos para produzir cerca de 450 gramas deste corante vermelho. Usado em cosméticos, pós, ruges, xampus. Pode causar reação alérgica.

    Cada um tem que defender seu ponto de vista,isso aqui é uma democracia!Respeito muito o seu!!
    Beijos coloridos!!

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  14. KahSilva: Não creio que alguém se preste ao papel de vir aqui te execrar, querida! Concordo plenamente com vc quanto aos cosmétivos. Obviamente não concordo com relação à carne, mas creio que se vc não usa produtos de torturadores como tanto já fali por aqui, postei listas e tudo mais, acho que vc presta um grande serviço à causa animal. A carne, diante da tua postura quanto ao resto, creio ser apenas uma questão de tempo pra ser abandonada por vc! Cada um no seu tempo. Vc certamente será tocada pelo sofrimento deles em algum momento, como já parece ter sido quanto às cobaias da indústria cosmética. Bjn...

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  15. Estou fazendo uma premiação de melhor blog deem sua opinião!!! votem!!! http://avidademalu.blogspot.com/

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  16. Li o post e concordo que existem frigoríficos cujas linhas de produção são como vc descreveu, mas minha família tem uma indústria de caldeiras no sul do país e nossos clientes são maioria frigoríficos/abatedouros. Todos os 5 que visitei tratam os animais de forma menos drástica do que foi descrito. Não estou querendo defender ninguém, nem generalizar, e posso dizer que a carne que eu como, voltarei a comer sem culpa. Há um tempo atrás descobri que o homem de quem eu comprava frutas e verduras tem os três filhos trabalhando na "roça" com ele, nenhum deles estuda e trabalham em período integral. Claro que boicotei o cara e avisei todo mundo. Deixei de comer salada? Sim, a dele.
    Beijão!!!

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  17. Foi pelo contato com textos assim que virei vegetariana, 2 anos e meio atrás.

    Obrigada por trabalhar na divulgação dessas informações. É triste saber que algumas pessoas não conseguem lidar com a verdade. Tenho fotos chocantes nos meus álbuns do orkut, e recentemente recebi uma mensagem da administração do site dizendo que alguém me denunciou por abuso.

    A verdade está lá. Quem não quiser ver, feche os olhos, pq eu nunca vou deixar de mostrá-las.

    Parabéns pelo post.

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Ju e Thata

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