O que damos ao mundo?



Olá meninas... Espero que tenham tido uma semana de muita alegria.

Hoje peço licença para mudar um pouquinho de foco do que costumamos falar por aqui. Até porque os posts da Lu e da Mari foram sensacionais e como eu poderia escrever mais alguma coisa sobre consciência e sustentabilidade numa semana de tantas estrelas?

A bem da verdade eu estava preparando o post agora pouco, mas resolvi deixá-lo como rascunho para uma outra oportunidade porque, há poucos minutos, enquanto escrevia, fui surpreendida com um estrondo que me pareceu de algo desmoronando.

Foi uma série de barulhos de coisas caindo. Meus gatos todos se assustaram e saíram se escondendo por baixo dos móveis. Apenas o Crispim, que está doentinho não teve forças para correr e ficou assustado esperando sei lá o que poderia acontecer.

Muito bem. Depois do estrondo de coisas caindo sucederam-se gritos, choros e barulhos de agressões. Sinto tanto em dizer isso, mas era uma briga no apartamento de meus vizinhos, sempre tão solícitos, sempre tão sorridentes, sempre tão educados!

Não sei se isso já aconteceu com vocês, mas eu fiquei pessoalmente tocada com a situação e minha vontade de bater na porta deles era enorme! Saber se alguém precisava de ajuda; pegar as cadelinhas que latiam compulsivamente – assustadas! Mas como eu poderia?

Qual é o limite entre a intromissão e a solidariedade? Quando seremos interpretados de uma forma ou de outra? Como pode ser crível que um vizinho seja tão pessoalmente atingido pela briga familiar de outro? Será que isso realmente é normal? Enfim...

Há poucos minutos chegou mais alguém na casa e os choros se intensificaram, a discussão generalizou-se. Felizmente os barulhos de agressões físicas pararam. Estou em minha sala de jantar com as janelas fechadas, a parede divisória é dupla e , ainda assim, ouço o que se passa e toda a tensão do ambiente se chega a mim e aos meus gatos.

Com essa situação tão triste, resolvi deixar o post de lado e escrever outro para tentarmos discutir sobre como os nossos valores nos afetam e aos que nos rodeiam.

Não me lembro de ter presenciado, ao longo da vida, nenhuma situação familiar como essa e só posso me sentir afortunada por isso. Tínhamos nossas diferenças, nossos problemas, nossas discordâncias, mas não me recordo de situações de tanta violência no âmbito familiar.

Presenciei algumas discussões entre papai e mamãe, em alguns períodos mais recorrentes, em outros, menos; tive muitas diferenças com o meu irmão, hoje um grande homem, à época um menino que me via como uma intrusa e, ainda assim, não me recordo de situações nas quais nos feríssemos tanto em palavras e gestos.

Parece-me que a violência é algo que alimentamos a cada dia, a cada conduta. Note-se que pessoas violentas explodem facilmente. Podem parecer calmas e serenas e, no minuto seguinte, tornam-se irreconhecíveis. Qual é a centelha que dispara esse gatilho?

Antes que surja a idéia de presença ou ausência de divindade ou de religiosidade influenciando tais condutas, esclareço: Sou ateísta e meus vizinhos, religiosos fervorosos; portanto, é melhor deixarmos deus fora disso, ou algo estaria invertido por aqui, o que difamaria os princípios da religiosidade – o que não se pretende por se mostrar discussão inócua.

Parece-me, ao contrario, que nada há que ligue a paz de um lar a uma fé qualquer, mas à essência de cada membro da família e de sua real capacidade de compreender sentimentos como respeito, tolerância, solidariedade.

Onde nasce o respeito? É esse um sentimento que tem sua gênese em nós mesmos e de nós segue em direção a todos os que se relacionam conosco durante a vida ,ou será que ele nasce no outro que se mostra respeitoso e que, assim, impõe-nos a mesma conduta?

De que forma normalmente nos portamos diante de elemento contrário aos nossos valores? Se conseguirmos vislumbrar uma conduta respeitosa nisso, teremos encontrado traços do que se pode chamar “tolerância”.

Da mesma forma, se nos portamos diante do outro, seja o outro quem for, pautados pelo sentimento de solidariedade, teremos por fim, conseguido reunir os três elementos mais importantes para a convivência salutar.

A mim parece clara a impossibilidade de construirmos um mundo decente pautando-nos por valores mesquinhos. Se olharmos o outro e vermos alguém inferior a nós, teremos dado o primeiro passo para construirmos uma sociedade doente, um mundo desumano e, conseqüentemente, termos e compartilharmos vidas miseráveis.

Quais são os valores que pautam a sua conduta? De que forma suas ações atingem o outro? Como sua postura pode melhorar o mundo? Vamos tentar nos fazer essas perguntas antes de agir daqui para a frente?

Tenham um bom fim de semana...


7 comentários:

  1. realmente vc disse tudo e mais um pouco!

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  2. oie, fazia tempo q n passava por aqui... tá lindo viu...

    Depois dá uma conferida nos novos post's do Cupcake e dê a sua opinião, ok?

    Bom fds.
    Beijo grande!

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  3. Tocou num ponto tão fundamental para a vida de qualquer ser-humano, incluindo também os animaizinhos próximos. Que tendência é essa, que a grande maioria parece ter, e dessa não me excluo, em ficar tão irracional, ofensivo, desmedidamente impróprio, com pessoas próximas, as mesmas pessoas que conosco estão para o que der e vier, as com quem de fato, podemos contar? Quanta mágoa, quanto rancor, quantas feridas são geradas pela intolerância, orgulho, ira...Como vc mencionou a falta de solidariedade e eu diria até a falta de amor que produzem tanto mal. Resta-nos tentar corrigir todos os pequenos defeitinhos, responsáveis por perdermos a linha e nos tornarmos fracos e menores...O caminho para a evolução é árduo, exige grandes esforços, mas temos que aprender a ser melhores! Para o nosso próprio bem e pelo bem de todos que nos rodeiam. Mais um lindo texto!

    P.S.: depois me fala quando vc pode me enviar o texto sobre os testes para eu publicar no blog. Se preferir faço, eu mesma, uma coletânea do que já publicou aqui e no Horizonte e indico as fontes, falando um pouquinho de vc!

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  4. ICE e EVELYN: Um beijo.

    MARI: Faço a coletânea eu mesma e te mando amanhã. Hj foi mais uma transfusnao do Crispim e passei o dia por conta dele! Mais uma vez vc tem razão: o desamor é o que nos assola a todos e o que nos impede de sermos mais humanos, como todo humano deveria ser! Bjn.

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  5. Jana, se quiser, posso esperar até o dia 14 de maio. Se me mandar antes disso, publicarei no blog dia 15 de maio. Valeu mesmo...imagino sua correria, pra ter q fazer mais essa. beijos

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  6. MARIANA: 15 de junho né, doida? Dá sim, amore... Vou tentar te mandar ainda hoje. bj.

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Ju e Thata

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