Testes em animais. As alternativas...

Olá meninas.... Espero que tenham tido uma semana de sucesso em seus empreendimentos.

Há algum tempo falei por aqui sobre os testes em animais realizados pela indústria cosmética e fiquei com uma pendência com vocês. Falar um pouco sobre as alternativas a tais crueldades.

Sim. Se uma empresa consegue produzir sem torturar e matar animais, isso quer dizer que qualquer outra também conseguiria caso tivesse tal vontade. Também reportei a vocês as listas de quem testa e de quem não testa seus produtos em animais e quem olhou para o horizonte viu como temos excelentes opções para não usarmos os produtos dos torturadores.

Existem inúmeros métodos substitutivos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo usados nessa área. Isso sem falar dos modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro, que vêm sendo muito bem utilizados por pesquisadores brasileiros. Sem falar que culturas de tecidos, provenientes de biópsia, cordões umbilicais ou placentas descartadas, dispensam o uso de animais. Vacinas também podem ser fabricadas a partir da cultura de células do próprio homem.

No caso de medicamentos, quando chegam ao mercado, são os consumidores as primeiras cobaias de fato, independentemente da quantidade de testes conduzida previamente em animais. Somente os humanos podem exibir efeitos desejáveis ou colaterais na espécie para qualquer substância testada. A indústria vivisseccionista não apenas coloca em risco nossas vidas como impede que outras vidas sejam salvas.

É um engano tão grave achar que estamos mais seguros com os testes em animais quanto pensar que eles só existem para nos servir.

Várias diretrizes da União Européia foram firmadas com o propósito de abolir os testes com animais, dentre eles o terrível DL 50. A lei que proíbe completamente o uso de animais em laboratórios nos países pertencentes ao bloco foi aprovada doze anos atrás, mas somente entrou em vigor em janeiro deste ano.

Trata-se, portanto, de uma tendência mundial, em que a preocupação com o bem-estar dos animais de laboratório provoca discussões éticas no meio acadêmico e científico.

Na Europa muitas faculdades de medicina não utilizam mais animais, nem mesmo nas matérias práticas como técnica cirúrgica e cirurgia, oferecendo substitutivos em todos os setores.

Na Inglaterra e na Alemanha, a utilização de animais na educação médica foi abolida. Sendo que na Grã-Bretanha (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda), é contra a lei estudantes de medicina praticarem cirurgia em animais. Vale ressaltar que os médicos britânicos são comprovadamente tão competentes quanto quaisquer outros.

A produção de anticorpos monoclonais por meio de animais foi banida na Suíça, Holanda, Alemanha, Inglaterra e Suécia.

Na Itália, entre 2000 e 2001 mais de um terço das universidades abandonaram a utilização de animais para fins didáticos. A Província do Sul de Tirol proibiu a experimentação em animais ao longo de seu território.

Nos EUA, mais de 100 faculdades de Medicina (70%) não utilizam animais vivos nas aulas práticas. As principais instituições de ensino de Medicina, como a Harvard, Stanford e Yale julgam os laboratórios com animais vivos desnecessários para o treinamento médico. Se essas Universidades que o mundo inteiro sabe tratar-se de Instituições de ponta no ensino não torturam nem matam animais para formar seus profissionais, por que escolas sabidamente inferiores em qualidade de ensino acham tão importante a exploração de inocentes? No mínimo questionável!

A abolição total dos testes em animais depende única e exclusivamente de nós consumidores. Hoje, com as informações disponíveis, podemos escolher entre produtos testados e não testados em animais.

Temos como dever pressionar e exigir o fim da utilização de animais pelas empresas que ainda insistem em utilizar esse método retrógrado, ineficiente e cruel. Mas, mais importante ainda, é fazer com que as indústrias saibam do nosso descontentamento com seus métodos de pesquisa.

Não adianta parar de usar um produto sem comunicar a empresa sobre as razões que motivaram essa decisão. Como consumidores, devemos exigir que nossas dúvidas sejam devidamente sanadas, uma vez que toda e qualquer empresa tem o dever de nos informar sobre o produto que estão vendendo, desde a matéria prima, fabricação, até os testes. A nossa legislação nos garante isso no artigo 6o do Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

Tempo, dinheiro e recursos humanos devotados aos experimentos com animais poderiam ter sido investidos em pesquisas com base em humanos. Estudos clínicos, pesquisas in-vitro, necrópsias, acompanhamento da droga após o lançamento no mercado, modelos computadorizados e pesquisas em genética e epidemiologia não apresentam perigo para os seres humanos e propiciam resultados precisos.

Importante destacar que experiências em animais têm exaurido recursos que poderiam ter sido dedicados à educação sobre perigos para a saúde e como preservá-la, diminuindo assim a incidência de doenças que requerem tratamento.

Experimentação Animal não faz sentido. A prevenção de doenças e o lançamento de terapias eficazes para seres humanos está na ciência que tem como base os seres humanos e não os animais.


Sobre as Alternativas:

Define-se alternativas como recursos educacionais ou abordagens educativas que substituam o uso de animais ou complementem práticas humanitárias de ensino. A educação humanitária no ensino de ciências pode ser encontrada quando:

- estudantes são respeitados em sua liberdade de escolha e opinião

- animais não são submetidos a sofrimento ou mortos em praticas educativas

- os objetivos educacionais são obtidos utilizando-se métodos e abordagens

alternativas

- a educação estimula a visão holística e o respeito à vida


A adoção de métodos alternativos mantém a educação atualizada e sincronizada com o progresso tecnológico, com o desenvolvimento de métodos de ensino e contribue para o pensamento ético. Mostra o respeito para com as considerações éticas de professores, estudantes e para com os animais.

Com várias alternativas, os estudantes podem aprender em seu próprio ritmo. A qualidade da educação é acentuada, criando um ambiente saudável de aprendizagem com o mínimo de conflitos negativos, distração ou complicação.

O uso de alternativas e uma combinação de cuidados específicos no ensino possibilitam o alcance dos objetivos de ensino de qualquer prática com animais.

Além do mais, estudos publicados que têm avaliado a eficiência de métodos alternativos têm também mostrado que os estudantes que optam por alternativas aprendem tão bem quanto, e em alguns casos melhor que os estudantes que utilizam o método tradicional de experimentação animal.

Alternativas são mais econômicas também. Muitas alternativas e mesmo métodos de ensino são baratos quando comparados ao gasto com a manutenção, compra ou criação de animais. Outras alternativas requerem um gasto inicial considerável, mas os benefícios do investimento são aparentemente imediatos, e os custos podem ser cobertos à longo prazo, pois poupam o gasto exigido com o uso de animais.

Modelos e simuladores mecânicos podem ser muito úteis ao estudo de anatomia, fisiologia e cirurgia. Eles vão de modelos simples e baratos a equipamentos computadorizados. Modelos mecânicos como simuladores de circulação podem oferecer uma excelente visão de processos fisiológicos, e simuladores de pacientes ligados à computadores e manequins, e controles sofisticados de operação estão substituindo cada vez mais o uso de animais no treinamento médico.

Filmes e Vídeos Interativos são baratos, fáceis de se obter, duradouros e fáceis de usar. Eles oferecem a possibilidade de repetição, utilizando câmera lenta, e mostrando detalhes em closes. A adição de gráficos, animações e elementos interativos podem acentuar o seu valor educativo; e com faixas audio-visuais os estudantes podem acompanhar uma gravação de um experimento enquanto monitoram os equipamentos que registram os detalhes do teste.

Simulações Computadorizadas e Realidade Virtual podem ser altamente interativas e incorporar outros meios como gráficos de alta qualidade, filmes, e freqüentemente CD Roms. Eles podem ser baseados em dados experimentais atuais ou serem gerados de equações clássicas, e podem incluir variação biológica. Alguns permitem a adaptação pelos professores, de modo a possibilitar os objetivos específicos da aula.

A aprendizagem através de computadores não apenas permite a exploração de disciplinas por novos caminhos e em grande profundidade, como também capacita os estudantes para um futuro onde a Informação e a Tecnologia terão um papel dominante.

Desenvolvimentos no campo da realidade virtual têm possibilitado o uso de técnicas de imagem de alta qualidade no trabalho de diagnóstico e tratamento no estudo e prática de medicina humana. Com as técnicas disponíveis atualmente, o desenvolvimento de novas alternativas computadorizadas e o aperfeiçoamento de produtos existentes é quase ilimitado.

Para estudantes que precisam de experiências práticas com animais, tais necessidades podem ser supridas de diversas maneiras humanitárias. Animais que morreram naturalmente, ou que sofreram eutanásia por motivos clínicos, ou que foram mortos em estradas, etc., são utilizados em algumas universidades para o estudo de anatomia e cirurgia. Para estudantes que precisam do uso de animais vivos, a prática clínica é o método mais aplicado e humanitário; em alguns cursos de veterinária, por exemplo, a habilidade cirúrgica é aprendida pelos estudantes através de operações severamente supervisionadas em pacientes animais, em clínicas veterinárias.

Existe uma gama ilimitada de práticas alternativas que podem ser aplicadas através do estudo em campo. Animais selvagens e domésticos, e obviamente humanos, oferecem oportunidades para o estudo prático não invasivo e não prejudicial no estudo de zoologia, anatomia, fisiologia, etologia, epidemiologia e ecologia. Tais métodos podem estimular os estudantes a reconhecerem suas responsabilidades sociais e ambientais.

Muitos procedimentos bioquímicos envolvendo tecido animal podem ser adequadamente experimentados em cultura de tecidos. Outros métodos in vitro, particularmente em toxicologia, podem ser utilizados microorganismos, cultura de células, substituindo o uso de animais e oferecendo excelente preparação para profissões em pesquisas humanas.


Avanços Médico-Científicos SEM a Experimentação em Animais:

01) Descoberta da relação entre colesterol e doenças cardíacas.

02) Descoberta da relação entre o hábito de fumar e o câncer, e a nutrição e câncer.

03) Descoberta da relação entre hipertensão e ataques cardíacos.

04) Descoberta das causas de traumatismos e os meios de prevenção.

05) Elucidação das muitas formas de doenças respiratórias.

06) Isolamento do vírus da AIDS.

07) Descoberta dos mecanismos de transmissão da AIDS.

08) Descoberta da penicilina e seus efeitos terapêuticos em várias doenças.

09) Descoberta do Raio-X.

10) Desenvolvimento de drogas anti-depressivas e anti-psicóticas.

11) Desenvolvimento de vacinas, como a febre amarela.

12) Descobrimento da relação entre exposição química e seus efeitos nocivos.

13) Descoberta do Fator RH humano.

14) Descoberta do mecanismo de proteína química nas células, incluindo substâncias nucléicas.

15) Desenvolvimento do tratamento hormonal para o câncer de próstata.

16) Descoberta dos processos químicos e fisiológicos do olho.

17) Interpretação do código genético e sua função na síntese de proteínas.

18) Descoberta do mecanismo de ação dos hormônios.

19) Entendimento da bioquímica do colesterol e "hipercolesterolemia" familiar.

20) Produção de "humulina", cópia sintética da insulina humana, que causa menos reações alérgicas.

21) Entendimento da anatomia e fisiologia humana.

Fonte: "Physicians Committee for Responsible Medicine"



50 Conseqüências Fatais da Experimentação em Animais

01) Pensava-se que fumar não provocava câncer, porque câncer relacionado ao fumo é difícil de ser reproduzido em animais de laboratório. As pessoas continuam fumando e morrendo de câncer.

02) Embora haja evidências clínicas e epidemiológicas de que a exposição à benzina causa leucemia em humanos, a substância não foi retida como produto químico industrial. Tudo porque testes apoiados pelos fabricantes para reproduzir leucemia em camundongos a partir da exposição à benzina falharam.

03) Experimentos em ratos, hamsters, porquinhos-da-índia e macacos não revelaram relação entre fibra de vidro e câncer. Não até 1991, quando, após estudos em humanos, a OSHA - Occupational, Safety and Health Administration - os rotulou de cancerígenos

04) Apesar de o arsênico ter sido reconhecido como substância cancerígena para humanos por várias décadas, cientistas encontraram poucas evidências em animais. Só em 1977 o risco para humanos foi estabelecido após o câncer ter sido reproduzido em animais de laboratório.

05) Muitas pessoas expostas ao amianto morreram, porque cientistas não conseguiram produzir câncer pela exposição da substância em animais de laboratório.

06) Marca-passos e válvulas para o coração tiveram seu desenvolvimento adiado, devido a diferenças fisiológicas entre humanos e os animais para os quais os aparelhos haviam sido desenhados.

07) Modelos animais de doenças cardíacas falharam em mostrar que colesterol elevado e dieta rica em gorduras aumentam o risco de doenças coronárias. Em vez de mudar hábitos alimentares para prevenir a doença, as pessoas mantiveram seus estilos de vida com falsa sensação de segurança.

08) Pacientes receberam medicamentos inócuos ou prejudiciais à saúde por causa dos resultados de modelos de derrame em animais.

09) Erroneamente, estudos em animais atestaram que os Bloqueadores Beta não diminuiriam a pressão arterial em humanos, o que evitou o desenvolvimento da substância. Até mesmo os vivisseccionistas admitiram que os modelos de hipertensão em animais falharam nesse ponto. Enquanto isso, milhares de pessoas foram vítimas de derrame.

10) Cirurgiões pensaram que haviam aperfeiçoado a Keratotomia Radial (cirurgia para melhorar a visão) em coelhos, mas o procedimento cegou os primeiros pacientes humanos. Isso porque a córnea do coelho tem capacidade de se regenerar internamente, enquanto a córnea humana se regenera apenas superficialmente. Atualmente, a cirurgia é feita apenas na superfície da córnea humana.

11) Transplantes combinados de coração e pulmão também foram "aperfeiçoados" em animais, mas os primeiros três pacientes morreram nos 23 dias subseqüentes à cirurgia. De 28 pacientes operados entre 1981 e 1985, 8 morreram logo após a cirurgia, e 10 desenvolveram Bronquiolite Obliterante, uma complicação pulmonar que os cães submetidos aos experimentos não contraíram. Dos 10, 4 morreram e 3 nunca mais conseguiram viver sem o auxílio de um respirador artificial. Bronquiolite obliterante passou a ser o maior risco da operação.

12) Ciclosporin A inibe a rejeição de órgãos e seu desenvolvimento foi um marco no sucesso dos transplantes. Se as evidências irrefutáveis em humanos não tivessem derrubado as frágeis provas obtidas com testes em animais, a droga jamais teria sido liberada.

13) Experimentos em animais falharam em prever toxidade nos rins do anestésico geral metoxyflurano. Muitas pessoas que receberam o medicamento perderam todas as suas funções renais.

14) Testes em animais atrasaram o início da utilização de relaxantes musculares durante anestesia geral.

15) Pesquisas em animais não revelaram que algumas bactérias causam úlceras, o que atrasou o tratamento da doença com antibióticos.

16) Mais da metade dos 198 medicamentos lançados entre 1976 e 1985 foram retirados do mercado ou passaram a trazer nas bulas efeitos colaterais, que variam de severos a imprevisíveis. Esses efeitos incluem complicações como disritmias letais, ataques cardíacos, falência renal, convulsões, parada respiratória, insuficiência hepática e derrame, entre outros.

17) Flosin (Indoprofeno), medicamento para artrite, testado em ratos, macacos e cães que o toleraram bem. Algumas pessoas morreram após tomar a droga.

18) Zelmid, um antidepressivo, foi testado sem incidentes em ratos e cães. A droga provocou sérios problemas neurológicos em humanos.

19) Nomifensina, um outro antidepressivo, foi associado a insuficiência renal e hepática, anemia e morte em humanos. Testes realizados em animais não apontaram efeitos colaterais.

20) Amrinone, medicamento para insuficiência cardíaca, foi testado em inúmeros animais e lançado sem restrições. Humanos desenvolveram trombocitopenia, ou seja, ausência de células necessárias para coagulação.

21) Fialuridina, uma medicação antiviral, causou danos no fígado de 7 entre 15 pessoas. Cinco acabaram morrendo e as outras duas necessitaram de transplante de fígado. A droga funcionou bem em marmotas.

22) Clioquinol, um antidiarréico, passou em testes com ratos, gatos, cães e coelhos. Em 1982 foi retirado das prateleiras em todo o mundo após a descoberta de que causa paralisia e cegueira em humanos.

23) A medicação para a doença do coração Eraldin provocou 23 mortes e casos de cegueira em humanos, apesar de nenhum efeito colateral ter sido observado em animais. Quando lançado, os cientistas afirmaram que houve estudos intensivos de toxidade em testes com cobaias. Após as mortes e os casos de cegueira, os cientistas tentaram sem sucesso desenvolver em animais efeitos similares aos das vítimas.

24) Opren, uma droga para artrite, matou 61 pessoas. Mais de 3500 casos de reações graves têm sido documentados. Opren foi testado sem problemas em macacos e outros animais.

25) Zomax, outro medicamento para artrite, matou 14 pessoas e causou sofrimento a muitas.

26) A dose indicada de isoproterenol, medicamento usado para o tratamento de asma, funcionou em animais. Infelizmente, foi tóxico demais para humanos, provocando na Grã-Bretanha a morte de 3500 asmáticos por overdose. Os cientistas ainda encontram dificuldades de reproduzir resultados semelhantes em animais.

27) Metisergide, medicamento usado para tratar dor de cabeça, provoca fibrose retroperitonial ou severa obstrução do coração, rins e veias do abdômen. Cientistas não estão conseguindo reproduzir os mesmos efeitos em animais.

28) Suprofen, uma droga para artrite, foi retirada do mercado quando pacientes sofreram intoxicação renal. Antes do lançamento da droga, os pesquisadores asseguraram que os testes tiveram "perfil de segurança excelente, sem efeitos cardíacos, renais ou no SNC (Sistema Nervoso Central) em nenhuma espécie".

29) Surgam, outra droga para artrite, foi designada como tendo fator protetor para o estômago, prevenindo úlceras, efeito colateral comum de muitos medicamentos contra artrite. Apesar dos resultados em testes feitos em animais, úlceras foram verificadas em humanos.

30) O diurético Selacryn foi intensivamente testado em animais. Em 1979, o medicamento foi retirado do mercado depois que 24 pessoas morrerem por insuficiência hepática causada pela droga.

31) Perexilina, medicamento para o coração, foi retirado do mercado quando produziu insuficiência hepática não foi prognosticada em estudos com animais. Mesmo sabendo que se tratava de um tipo de insuficiência hepática específica, os cientistas não conseguiram induzi-la em animais.

32) Domperidone, droga para o tratamento de náusea e vômito, provocou batimentos cardíacos irregulares em humanos e teve que ser retirada do mercado. Cientistas não conseguiram produzir o mesmo efeito em cães, mesmo usando uma dosagem 70 vezes maior.

33) Mitoxantrone, usado em um tratamento para câncer, produziu insuficiência cardíaca em humanos. Foi testado extensivamente em cães, que não manifestaram os mesmos sintomas.

34) A droga Carbenoxalone deveria prevenir a formação de úlceras gástricas, mas causou retenção de água a ponto de causar insuficiência cardíaca em alguns pacientes. Depois de saber os efeitos da droga em humanos, os cientistas a testaram em ratos, camundongos, macacos e coelhos, sem conseguirem reproduzir os mesmos sintomas.

35) O antibiótico Clindamicyn é responsável por uma condição intestinal em humanos chamada colite pseudomembranosa. O medicamento foi testado em ratos e cães, diariamente, durante um ano.

NOTA: As cobaias toleraram doses 10 vezes maiores que os seres humanos. Como estaríamos seguros quando o produto que usaremos foi testado em animais tão mais resistentes?

36) Experiências em animais não comprovaram a eficácia de drogas como o valium, durante ou depois de seu desenvolvimento.

37) A companhia farmacêutica Pharmacia & Upjohn descontinuou testes clínicos dos comprimidos de Linomide (roquinimex) para o tratamento de esclerose múltipla, após oito dos 1200 pacientes sofrerem ataques cardíacos em conseqüência da medicação. Experimentos em animais não previram esse risco.

38) Cylert (pemoline), um medicamento usado no tratamento de Déficit de Atenção/Hiperatividade, causou insuficiência hepática em 13 crianças. Onze delas ou morreram ou precisaram de transplante de fígado.

39) Foi comprovado que o Eldepryl (selegilina), medicamento usado no tratamento de Doença de Parkinson, induziu um grande aumento da pressão arterial dos pacientes. Esse efeito colateral não foi observado em animais, durante o tratamento de demência senil e desordens endócrinas.

40) A combinação das drogas para dieta fenfluramina e dexfenfluramina - ligadas a anormalidades na válvula do coração humano - foram retiradas do mercado, apesar de estudos em animais nunca terem revelado tais anormalidades.

41) O medicamento para diabetes troglitazone, mais conhecido como Rezulin, foi testado em animais sem indicar problemas significativos, mas causou lesão de fígado em humanos. O laboratório admitiu que ao menos um paciente morreu e outro teve que ser submetido a um transplante de fígado.

42) Há séculos a planta Digitalis tem sido usada no tratamento de problemas do coração. Entretanto, tentativas clínicas de uso da droga derivada da Digitalis foram adiadas porque a mesma causava pressão alta em animais. Evidências da eficácia do medicamento em humanos acabaram invalidando a pesquisa em cobaias. Como resultado, a digoxina, um análogo da Digitalis, tem salvado inúmeras vidas. Muitas outras pessoas poderiam ter sobrevivido se a droga tivesse sido lançada antes.

43) FK506, hoje chamado Tacrolimus, é um agente anti-rejeição que quase ficou engavetado antes de estudos clínicos, por ser extremamente tóxico para animais. Estudos em cobaias sugeriram que a combinação de FK506 com cyclosporin potencializaria o produto. Em humanos ocorreu exatamente o oposto.

44) Experimentos em animais sugeriram que os corticosteróides ajudariam em casos de choque séptico, uma severa infecção sangüínea causada por bactérias. Em humanos, a reação foi diferente, tendo o tratamento com corticosteróides aumentado o índice de mortes em casos de choque séptico.

45) Apesar da ineficácia da penicilina em coelhos, Alexander Fleming usou o antibiótico em um paciente muito doente, uma vez que ele não tinha outra forma de experimentar. Se os testes iniciais tivessem sido realizados em porquinhos-da-índia ou em hamsters, as cobaias teriam morrido e talvez a humanidade nunca tivesse se beneficiado da penicilina. Howard Florey, ganhador do Premio Nobel da Paz, como co-descobridor e fabricante da penicilina, afirmou: "Felizmente não tínhamos testes em animais nos anos 40. Caso contrário, talvez nunca tivéssemos conseguido uma licença para o uso da penicilina e, possivelmente, outros antibióticos jamais tivessem sido desenvolvidos.

46) No início de seu desenvolvimento, o flúor ficou retido como preventivo de cáries, porque causou câncer em ratos.

47) As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado (*nota do tradutor: A Talidomina foi desenvolvida em 1954 destinada a controlar ansiedade, tensão e náuseas. Em 1957 passou a ser comercializada e em 1960 foram descobertos os efeitos teratogênicos provocados pela droga, quando consumida por gestantes: durante os 3 primeiros meses de gestação interfere na formação do feto, provocando a focomelia que é o encurtamento dos membros junto ao tronco, tornando-os semelhantes aos de focas.)

48) Pesquisas em animais produziram dados equivocados sobre a rapidez com que o vírus HIV se reproduz. Por causa do erro de informação, pacientes não receberam tratamento imediato e tiveram suas vidas abreviadas.

49) De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra o pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação.

50) Muitos pesquisadores que trabalham com animais ficam doentes ou morrem devido à exposição a microorganismos e agentes infecciosos inofensivos para animais, mas que podem ser fatais para humanos, como por exemplo o vírus da Hepatite B.


Fonte Interniche Brasil

Tudo isso posto, é bom que venham com mais do que simples bostejamentos falaciosos para justificar a crueldade sem medida praticada contra inocentes em prol do suposto "bem estar humano". Ciência é liberdade. E liberdade nada têm haver com confinamento, maldade, mesquinharia e exploração. Urge a necessidade de aprendizado que o homem não é o centro do planeta, mas parte inexpressiva dele. Se o homem deixar de existir, todo o resto se manterá ao passo que se uma pequena bactéria desaparecer da terra, toda a vida estará ameaçada. Por que o homem tem a soberba de se imaginar melhor do que ela se não por criações mentais do próprio homem?

Bom fim de semana...





Postagem mais antiga sobre o tema aqui no Sem Firulas: (aqui)

As listas de torturadores e empresas éticas lançadas ao Horizonte: (aqui) e (aqui)

18 comentários:

  1. fico revoltada só de saber que ainda existem muitas empresas que praticam essa crueldade...amo os animais...e procuro usar produtos que não foram testados nos pobres bichinhos...fico feliz em saber que a realidade está mudando...parabéns pelo post...bjkixxxx http://tatto-patinhas.blogspot.com/

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  2. eu desejo com toda a força do ódio da humanidade, que cada pessoa que maltrata, tortura, abandona, bate e não cuida de um bicho, vá para o inferno com toda a honra onde serei eu o próprio capeta, FAÇO QUESTÃO

    EU FICO CEGAAAA DIANTE DISSO, CEGAAA!!!

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  3. Amei o seu post. Acho um assunto importantíssimo, mas muitas pessoas simplesmente fecham os olhos para essa realidade cruel e absurda por ser mais cômodo, afinal não é com elas. Dá para ser um consumidor feliz e dispor de tudo o que vc precisa consumindo apenas produtos não testados em animais. Tenho as listas do PETA e do PEA impressas e sempre levo comigo para conferir. Em caso de dúvida, não compro.
    Parabéns pelo post.

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  4. KAMYLLA: Infelizmente são muitos os torturadores e muitos os que os defendem por serem eles grandes corporações e sob o pretexto de ser "seguro" o consumo de seus produtos, enquanto, do outro lado, quem defende os animais são vistos como lunáticos, ignorantes e desocupados. Uma pena que exista gente que pensa assim! Vale prestar atenção nas belíssimas camapnhas da PETA, da Discovery e da Warner em prol dos animais e de seus defensores que são muito mais cultos do que os torturadores e seus asséclas. Bjn...

    ANGÉLICA: É perfeitamente compreensível o seu estopor, querida. É difícil mesmo acreditar que pessoas, que já foram crianças, que já recebram amor algum dia na vida, portem-se de forma ativa ou indiferente diante das crueldades praticadas contra os animais. Por isso é importante que verifiquemos todos os produtos que usamos e deixemos claro a todas as empresas que os fabricam sobre a nossa postura. Bjn...

    LARISSA: Obrigada, querida... e parabéns pela postura ética! Se apenas metade de nós tivesse essa conduta, duvido que eu teria tido assunto para este post! E como eu preferiria escrever sobre moda! Bjn...

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  5. Por isso q eu amo o pessoal da ALF.
    Vontade não me falta de sair destruindo os laboratórios macabros e libertar os animais.
    Libertação animal JÁ!!!!

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  6. Ótimo post. Acho que quanto mais conscientização, melhor.
    Existem, sim, várias empresas de cosméticos que não testam em animais ou utilizam cobaias humanas voluntárias. Prefiro comprar dessas.

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  7. FLAVIA: Antes isso pudesse ser a verdade imediata e absoluta! E obrigada por trazer mais a informação sobre a ALF. Bjn...

    KARIN: Parabéns pela postura ética. Obrigada pelo elogio. Bjn...

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  8. Um estouro de post! Só pra variar! Já virei tua fã de carteirinha! Ô mulher inteligente! Dá até vergonha pelas que não são! Parabéns!

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  9. Que pecado meu Deus. Que pecado Jesus.

    As fotos são pra acabar com um.

    Eles não merecem passar por isso. Não merecem! O mundo não foi feito para ser assim, para os animais servirem de tudo quanto é tipo de jeito em troca de NADA. Em troca do sofrimento deles, em troca do egoísmo humano.

    EU espero SINCERAMENTE que as pessoas que fazem isso, com o intuito de "evoluir o tratamento usado nos humanos" MORRAM, QUEIMEM NO INFERNO, TENHAM UM CÂNCER e morram SOFRENDO. Meu Deus, eu sei que não devemos desejar o mal a ninguém, mas ainda não evolui o suficiente para ver e aceitar esse tipo de coisa.

    Isso entristece minha alma. Sério mesmo.

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  10. Bianca: Muito obrigada pelos elogios querida. Bjn...

    REGINA: Sim, querida. Isso entristece a quem tem sensibilidade sem dúvida. Mas não podemos nos esquecer que os responsáveis por essa barbárie não são somente os torturadores, mas TODOS os que consomem os seus produtos. Lembremos da lei da oferta e procura que aqui se encaixa muito bem. Se não comprarmos os produtos marcados pelo sofrimento eles não serão mais fabricados ou o serão de forma não agressiva a inocentes. Portanto, por uma questão de sensibilidade e humanidade, não podemos consumir esses produtos. A seringa no pescoço do macaquinho da foto não está na nossa mão, mas somos nós quem compramos a seringa, a droga dentro dela, pagamos o salário do torturador, o preço da estrutura do laboratório, compramos o animal e bancamos a sua vivisecção. Tudo isso por não podermos viver sem esse shampoo maravilhoso, esse perfume delicioso, esse creminho milagroso. Aí está o santo responsável pelo milagre: o animal torturado. bjn...

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  11. Eu não sei como tem gente capaz de fazer estas crueldades com animais, eu tenho uma coisa comigo, qm ñ gosta de animais ñ gosta de crianças...eles são indefesos e agem por conta do instinto, este post me fez repensar em certas marcas q eu uso!!!Vou abolir da minha vida se possível!!!Obrigada por nos alertar!!

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  12. Desculpa a intromissão neste post, mas vou aproveitar pra perguntar se recebeste meu e-mail com os dados do endereço para a entrega do prêmio, se quiseres apagar este coment depois pode tá!! Bj

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  13. Oi
    Gostaria muito que conhecesse o Blog sobre síndrome do pânico com links contra testes em animais do lado direito.

    http://sindromemm.blogspot.com

    No meu blog coloquei um post contra testes em animais, sustentabilidade verde mas com um pouquinho de sangue que gostaria de compartilhar.

    Obrigado desde já.

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  14. Daiane: Eu que tenho que agradecer, querida, pois o fato de vc repensar sobre os produtos que usa trará nova esperança para que um dia os testes sejam apenas mais uma página triste do passado da humanidade. Estou a disposição para quaisquer esclarecimentos e os links do post te levam para listas que podem ajudar muito tb. Quanto ao email com o endereço deve ter ido para a Thata, dona do blog. Eu apenas escrevo aqui às sextas-feiras. Bjn...

    MARCIO DUPONT: Já anotei o link e passarei brevemente por lá. Muito obrigada pelo convite e por postar assuntos de tanta importância no teu blog. Abraço.

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  15. jana, estou passando mal com isso...jurooo q vou olhar cada marca que eu tiver intenção de comprar, para ter certeza de não contribuo com essa maldade.
    bjs

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  16. FRAN: Que bom, querida! Sei que vc tem grande carinho pelos animais e essa tua atitude será de imensa valia, não tenha dúvida! As listas dos links podem te ajudar muito e também eu estou a disposição. Bjn...

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  17. Post maravilhoso, PARABÉNS!!!!!
    Pena que...muitas marcas que são holdings produzem 70% ou muito mais que esse percentual e ...só agora com a lista das empresas "boas" é que enfim , espero muito, encontrar substituto aqui no Brasil!!!
    Já tentei fazer substituições, só daria certo se eu me mudasse para o campo e fosse morar de forma mais natural possível! Então seria uma boa forma de boicote.E sempre há a a dúvida, tem empresas que negam não fazerem os testes. Até onde é confiável essa afirmação???
    Eu acho um absurdo isso. Amo os animais. mas o governo, ganha o que comprando essa briga? Não ganha e nem perde. Então deixa quieto não é mesmo?
    Vou divulgar esse post por email.
    Abraço.

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  18. LIVIA: Muito obrigada por ajudar a divulgar. As listas, em geral são confiáveis pois além de partirem de entrevistas diretas às empresas, são, muitas vezes acompanhadas de visita aos locais de produção. Diversas empresas tem compromisso ambiental como tônica de suas atividades e essas sim, devem ser privilegiadas em detrimento das demais. bjn...

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Ju e Thata

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