Sustentabilidade - uma necessidade...



Olá meninas... Espero que tenham tido uma linda semana e que o fim dela seja descanso restaurador. Hoje viajei o dia todo, então, não tive tempo de preparar um post legal para vocês. Como para escrever porcaria prefiro não escrever nada, deixo com vocês alguns conceitos importantes trazidos pelo Portal da Sustentabilidade.

Antes de mais nada é bom conceituarmos o tema já que ele permeia nossas vidas a cada dia de forma mais intensa.

Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.

A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.

Hoje uma das mais intensas discussões sobre a relação entre economia e sustentabilidade se dá em torno da atividade agropecuária.

Agropecuária reúne os substantivos agricultura e pecuária. É portanto a área do setor primário responsável pela produção de bens de consumo, mediante o cultivo de plantas e da criação de animais como gado, suínos, aves, entre outros. A agropecuária é praticada em geral por pequenos produtores que utilizam práticas tradicionais, onde o conhecimento das técnicas é repassado através de gerações. Não é utilizada uma orientação técnica especializada para o manejo da área e da cultura. As relações sociais de produção são predominantemente familiares.

Evidentemente não é um tema de fácil solução, por isso deve ser estudado de forma atenta. Nas linhas que se seguem, trago o precioso texto de Xico Graziano - secretário do Meio Ambiente de SP e Conselheiro do Planeta Sustentável.

A discussão é longa e dura e Xico traz o tema de forma didática e nos permite pensar sobre ele sem grandes paixões: peimeiro importante passo para se chegar a bons resultados. So, enjoy it!

"Certamente você já ouviu falar que não presta colocar plantas no quarto de dormir. Meia verdade. Durante a noite as plantas não crescem, apenas queimam energia em seu metabolismo, liberando CO2 (gás carbônico ou dióxido de carbono) no ambiente. O fenômeno, porém, é quase imperceptível para os humanos. Tudo depende da fotossíntese, processo que somente ocorre na presença do Sol. Por meio dela, ao contrário dos animais, as plantas "respiram" CO2 e expelem oxigênio. Os raios de luz penetram nos estômatos das folhas e, contando com água e sais minerais, absorvidos pelas raízes, provocam uma reação bioquímica capaz de transformar a energia solar em energia vital. Proteínas e carboidratos assim se sintetizam nos tecidos vegetais, formando a base das cadeias alimentares. Ciclo do carbono. Compreender esse processo básico da ecologia ajuda a entender certa polêmica sobre as mudanças climáticas. Pairam dúvidas sobre a real participação da agropecuária na agenda. Alguns a colocam como vilã do aquecimento global. Noutra vezes, o campo vira solução na crise ambiental. Percebe-se muito palpite e pouca informação científica nesse assunto. Para começar, o óbvio. Se a natureza fosse mantida selvagem, a civilização humana não teria prosperado. O desmatamento ofereceu terras para a produção de alimentos e matérias-primas, exigidas crescentemente pela economia urbana. Necessária historicamente, a supressão de florestas virgens se esgotou e perdeu recentemente o apoio da sociedade. Hora de preservar. Nenhum ecólogo discorda quanto ao efeito maléfico do desflorestamento. Primeiro, na influência sobre o regime de chuvas e a temperatura local. Segundo, no efeito deletério sobre o solo virgem, podendo afetar o regime hídrico. Terceiro, na perda da biodiversidade, favorecendo o surgimento de pragas e doenças agrícolas. Tais impactos exigem, em compensação, boas práticas agrícolas. A questão se complica quando entram na conversa as emissões de CO2, gás considerado de efeito estufa. Sabe-se que moléculas de carbono (C) formam a base da matéria orgânica. Quando em combustão, reagindo com o oxigênio do ar, forma o CO2. Concentrando-se na atmosfera, o gás carbônico anda virando componente do mal. Opinião unânime reconhece que a queima de petróleo e carvão mineral libera grandes quantidades de CO2. A crescente utilização dessa energia fóssil acumulada durante milhões de anos nas jazidas profundas devolve à atmosfera o carbono então adormecido, provocando o aquecimento do planeta. Bê-á-bá climático. Mas, no caso das emissões oriundas da agropecuária, imperam controvérsias. As lavouras e as pastagens se renovam constantemente, desde o plantio até a colheita. Nesse ciclo, as plantas absorvem carbono da atmosfera, crescem, frutificam e, depois, o liberam por meio das atividades humanas (digestão, por exemplo) ou na degradação natural. Esse princípio de raciocínio explica por que, na metodologia internacional dos inventários ambientais, se consideram neutras as emissões provocadas pela queima de combustível renovável, como o etanol. O carbono presente no álcool carburante pressupõe que o canavial o tenha anteriormente sugado via fotossíntese. Estabelece-se, assim, um ciclo de absorção e liberação de moléculas de carbono, cuja conta final resulta zero. Alguns cientistas e ambientalistas, preocupados com o terrível fenômeno do aquecimento da Terra, tendem a rotular o CO2 como um gás poluente. Ora, isso soa como heresia para os pesquisadores com formação biológica. Afinal, para os agrônomos o CO2 significa o gás da vida vegetal e, indiretamente, de toda a vida animal, incluindo, obviamente, o homem. Percebam a enrascada teórica! No caso da zootecnia, que responde pela produção animal, o problema advém das emissões de gás metano, gerado na ruminação dos bovinos. Provocadas pela fermentação entérica, aquela que ocorre no estômago dos bichos, o gás metano se supõe bem mais pernicioso ao aquecimento do planeta que o CO2. Aqui também pairam divergências. Alguns estudiosos andam desconfiados de que o efeito estufa do metano seja bem menor do que teoricamente se supõe. Calcula-se algo ao redor de, apenas, 6 vezes o poder do CO2. A diferença é brutal com relação ao número - 21 vezes - suposto até então. Mas o principal argumento de alívio para a pecuária parte do princípio de que o metano surge do pasto que o gado antes devorou. Ou seja, o boi - ou sua senhora vaca - não inventa moléculas de carbono, mas sim as engole da gramínea que lhe serviu de comida. A pastagem, por sua vez, somente pode crescer em razão da fotossíntese que previamente realizou. Resultado nulo para o aquecimento global. Conclusão: seja devida ao menor impacto do metano, seja por uma razão de princípio bioquímico, a influência da criação de gado na equação climática reduz-se fortemente. Excelente notícia para as pessoas que comem carne, principalmente as famílias e os países mais carentes. Podem mastigar sem remorso. O Instituto Florestal acaba de divulgar seu novo inventário da vegetação nativa em São Paulo. Estima-se que, nos últimos sete anos, tenha havido uma recomposição vegetal de 95 mil hectares no território paulista. Representam matas ainda jovens, que estão crescendo e absorvendo carbono do ar, acumulando-o nos tecidos vegetais. Daqui a 50 anos, essa recuperação florestal terá retirado da atmosfera, via fotossíntese, 28 milhões de toneladas de CO2. Equivalem às emissões de 8 milhões de ônibus a diesel rodando mil km por mês durante um ano inteiro. É fantástico. Efeito estufa ao contrário. Problemas existem. Mas certamente a agropecuária sustentável faz parte da solução. "

Artigo originalmente publicado no jornal O Estado de S. Paulo, na seção Espaço Aberto


Concordar com os termos trazidos neste texto? Discordar deles? Talvez assumir uma posição tão rapidamente nos impeça de pensar em soluções efetivas, mas há que se ter opinião sobre tudo nesta vida - ainda que a mudemos muitas vezes - a cada novo fato, a cada nova idéia, a cada boa ponderação!

Bom fim de semana...

7 comentários:

  1. um otimo fds bjinhos otimo descanso para nos ,e e sempre bom aprender um pouco mais sobre sustentabilidade!

    ResponderExcluir
  2. No meu humilde ponto-de-vista o maior problema rural no país é a irreponsabilidade dos grilheiros, muitos que inclusive são nossos parlamentares, que indescriminadamente invadiram nossas florestas, não só ocupadas por árvores, mas por todo um ecossistema que gera e garante vida, inclusive, a nós, seres-humanos, tidos como racionais, mas tão alienados quando o assunto envove danos ao meio ambiente.

    Plantação não é floresta. E quando vc desmata para plantar, por mais que essas árvores e plantas estejam de fato capturando CO2, lá se foram todos os insetos, fungos e pássaros que faziam a manutenção desse sistema verde.

    Vale lembrar que essa mega agricultura defendida pelos mega empresários do setor também inclui agrotóxicos que além de produzirem legumes e hortaliças duvidosamente saudáveis também contaminam solo e água...uma água que invariavelmente vai chegar até nós.

    A agricultura familiar, não muito defendida e certamente não entendida pelos defensores extremos do progresso a qualquer custo é extremamente viável porque além de sustenátavel, garante comida saudável e gera uma renda dividida que não ficará apenas nas mãos de homens bilionários. Vale lembrar que 70% do feijão que chega aos nossos pratos é fruto da agricultura familiar.

    Enquanto que o mercado da soja ocupa irregularmente centenas de hectares de floresta nativa para seu plantio. Sustentabilidade 0!

    A pecuária pode não ser culpada pelas emissões de CO2, mas certamente tem que assinar a sentença de degradação do solo, com queimadas que o tornam improdutivos...e definitivamente agir como gafanhotos, destruindo um lugar aqui e outro lá quando este se torna inútil é uma manobra além de xucra, absolutamente insustentável.

    Há que se rever tudo...e mais do que criticar, algo que faço muito bem, inclusive, trazer soluções.

    Sim a agricultura familiar! Não aos ruralistas mega milionários.

    Recuperar os solos degradados por fazendeiros irresponsáveis, pode dar trabalho, mas certamente trará benefícios aos humanos e a todo o meio ambiente...

    ResponderExcluir
  3. Bom dia, parabéns pela iniciativa do seu blog. Aqui vão meus comentários sobre um post do "sem (cont) http://tl.gd/1116td

    ResponderExcluir
  4. Olá Jafa! Esta semana estou divulgando uma “nova” postagem. Trata-se de um conto; que na verdade vem a ser uma reedição de meu blog. Sua postagem original ocorreu em 13.02.09; sendo esta a minha terceira postagem no blog. Naquela ocasião este texto não recebeu nenhum comentário. O texto é “O Sr. e o Dr.”. Espero que você, tendo um tempinho, o aprecie.
    Um grande abraço, minha gratidão antecipada!

    Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com

    ResponderExcluir
  5. Oi!
    Ótimo ler um post assim no meio dos de beleza!!

    Tem sorteino no meu blog:
    http://vah-detudoumpouco.blogspot.com/2010/04/sorteio-2-produtos-granado.html

    Participe! Divulgue! :P

    Beijos

    ResponderExcluir
  6. Adorei seus posts, vou visita-la mais vezes... www.bluecaffe.blogspot. com

    ResponderExcluir
  7. CRIANÇAS: Obrigada pelos comentários de todos. Assim que eu me desafogar do trabalho visitarei cada um de vcs. Perdoem-me por favor pela ausência esses dias! Está fogo na roupa! bjn...

    ResponderExcluir

Obrigada pelo seu comentário e pela visita!

Se seu comentário for uma pergunta, pedimos que deixe um e-mail de contato, pois não conseguimos responder comentário anônimos!

Ju e Thata

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Sem firulas © Layout criado por: Algodão Doce Design
imagem-logo