Respeito é bom e conserva as diferenças...


Olá meninas... Antes de começar quero me desculpar com vocês pela demora para esta postagem. Normalmente faço nas primeiras horas da sexta-feira, mas há três dias não paro um minuto! Perdoem-me.

Hoje vamos falar sobre hábitos alimentares que não causam sofrimento animal e a filosofia vegana, que vai um pouco além disso. Vocês sabem a diferença entre vegetarianismo e veganismo?

Vegetarianismo é um regime alimentar que exclui da dieta alimentos de origem animal. O vegetarianismo se subdivide basicamente em dois grupos distintos: Os vegetarianos propriamente ditos, que não consomem nenhum tipo de carne bem como quaisquer outros alimentos de origem animal, como o leite, os ovos, o mel. Há também os vegetarianos ovo-lacto que, como a nomenclatura já introduz, não consomem carnes, mas fazem uso dos alimentos derivados supra mencionados.

É importante fazermos aqui um parêntese porque as pessoas que não consomem carne vermelha, mas comem aves e peixes não são vegetarianas de nenhuma espécie, portanto, é errado dizer: “Eu sou vegetariana – só como peixe!”. Os vegetarianos não admitem qualquer tipo de cadáver em seus pratos, cuja composição é baseada fundamentalmente no consumo de alimentos de origem vegetal, com ou sem o consumo de laticínios e/ou ovos.

Já o veganismo é uma filosofia prática motivada por convicções éticas com base nos direitos dos animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos, através do boicote a atividades e produtos considerados especistas.

Os veganos não consomem quaisquer produtos de origem animal (alimentares ou não), nem usam produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufatura.

Além disso, os veganos condenam o comércio de animais já que não resta qualquer dúvida que o criador, ao programar a cópula de suas “matrizes” com o intuito de vender os filhotes, está claramente explorando as fêmeas que são transformadas em meras “hospedeiras” do “produto” que lhe trará lucro.

As adoções são amplamente apoiadas pelos veganos, mas parte deles não admite práticas veterinárias como a castração e a eutanásia.

Normalmente o que se vê na prática são períodos de transição. O indivíduo deixa de consumir carne vermelha, depois pára de comer aves, depois peixes, depois ovos, depois leite, depois deixa de consumir couro e, por último, preocupam-se com os testes em animais.

Esse processo costuma durar anos. Cada um tem seu ritmo e a meu ver, não há certos ou errados, mas pessoas mais perseverantes e outras menos. Não há que se apontar dedos para estes ou aqueles.

Entretanto, há fatos muito tristes que podemos comentar aqui como alguns veganos que teimam em doutrinar o mundo e expurgar pessoas que têm outros costumes alimentares, assim como também há não vegetarianos que insistem em dizer: “Somos onívoros. Precisamos de carne!

Não. Sinto em desapontar ambos, mas ao vegano que não consegue conviver com diferenças, vale lembrar a célebre frase de Dalai Lama: Creio que se conseguirmos superar nossas diferenças, poderemos nos comunicar. A esses veganos eu pergunto: Se criarmos em torno de nós, raiva, rejeição e soberba, conseguiremos que mais pessoas pautem suas vidas pelo respeito aos animais?

Por outra senda, ao pobre infeliz que acredita que precisa de carne para viver, uma notícia: Vegetarianos vivem mais e melhor, têm mais libido, tem pele e cabelos mais saudáveis, são menos suscetíveis a doenças e têm maior produção de endorfina, ou seja, são mais felizes!

Como gosto de notícias, mais algumas: “Vegetarianos comem muito carboidrato e por isso são gordos” – Tenho 48 kg, nunca fui gorda, como igual a um pedreiro, meu pai e minha mãe são obesos. Tenho saúde de ferro, não pego resfriado há mais de dez anos, tenho disposição para fazer tudo, meu cabelo não cai, minha pele é lisa e limpa e eu conheço dezenas de pessoas que podem dizer exatamente o mesmo que eu. Em comum? Somos todos vegetarianos!

Assim, meninas... seja lá qual for a filosofia de vida de vocês, sejam lá quais forem os seus hábitos alimentares e de consumo, pautem-se sempre pelo equilíbrio e vejam sempre no outro a projeção de si mesmas. Sejam eles animais "racionais" ou "irracionais". Simples assim. Eu gostaria que me tratassem dessa maneira? Gostaria que me julgassem assim? Que falassem comigo nesse tom? – A resposta que vocês derem a si mesmas, não se enganem, será bem parecida com a que o outro dará sobre si. Viemos todos de um mesmo ponto. Somos todos de um mesmo canto. Embaixo da pele, somos todos iguais e o que atinge a cada um de nós, atinge ao nosso vizinho, amigo ou inimigo. Apenas 1% de nosso DNA nos difere de diversos dos animais que exploramos.

Se não nos guiarmos pelo respeito ao nosso semelhante, como poderemos respeitar os animais num mundo que ainda os considera inferiores?

Aproveito para prestar a minha homenagem ao Doutor Marcel Benedeti, médico-veterinário, escritor e defensor dos animais, que em 01 de fevereiro perdeu a luta para o câncer.

Dr. Marcel apresentava um programa na Rádio Boa Nova (“Nossos Irmãos Animais”), único no gênero, que mostrava os animais como seres inteligentes e sensíveis, capazes de compreender as nossas ações sobre eles. Com o programa Marcel Benedeti conseguiu mudar o ponto de vista de milhares de pessoas que se tornaram vegetarianas por simples demonstração de respeito aos animais. Milhares de pessoas que não davam importância aos seus animais passaram a respeitá-los e a tratá-los com a dignidade que merecem, tanto quanto nós.

Criou uma associação, que tem como objetivo educar as pessoas por meio de cursos, que envolvem o aprendizado da ética no trato com os animais. Por intermédio da associação, Marcel Benedeti conseguiu arrecadar rações e medicamentos distribuídas aos animais carentes, contribuindo assim para salvar milhares de vidas animais. Certo de que a educação é o caminho correto para uma vida melhor e mais digna aos animais e pessoas, Marcel Benedeti defendia, que ampliando o seu pequeno projeto de educação ética, se ampliariam os horizontes da dignidade humana para com os animais. Seu objetivo era ver os animais sendo tratados com dignidade e respeito, pois acreditava que um crime cometido contra um animal tem a mesma gravidade de um crime cometido contra uma pessoa.

Obrigada por tudo Doutor! Bom fim de semana, meninas!



12 comentários:

  1. Muito bom o seu post. O ser humano precisa mesmo saber viver com todas as diferenças existentes no mundo, seja na escolha dos hábitos alimentares a tantos outros.
    Bom final de semana!

    Bjoss

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  2. concordo plenamente com essa frase que li ae:
    um crime cometido contra um animal tem a mesma gravidade de um crime cometido contra uma pessoa.
    Matar animais para comer não é errado o que é errado é matar por matar,sem ter intenção de consumo ae sim .

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  3. concordo plenamente com essa frase que li ae:
    um crime cometido contra um animal tem a mesma gravidade de um crime cometido contra uma pessoa.
    Matar animais para comer não é errado o que é errado é matar por matar,sem ter intenção de consumo ae sim .

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  4. Post legal, para pensar...
    Seguindo...
    Deixo selinhos no meu blog:
    rocknofone.blogspot.com
    Sorteio legal!

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  5. Realmente, o importante é entender todos os lados antes de sair por aí julgando este ou aquele!
    Bjs

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  6. Thata: O que vc está fazendo aqui??? Vai dar a luz mulher!!! hehe Boa sorte lá.... bjn....

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  7. BEAUTY e Fashion: Obrigada, querida. bjn...

    FLAVIA: Eu discordo de ti querida. Acho que por qualquer que seja o motivo, matar um animal é sempre errado, embora nem sempre seja crime. Mas como disse no post, se não é assim que a sociedade se comporta, não há que se promover tribunais de exceção totalmente infundados. bjn...

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  8. como futura bióloga, queria ser vegetariana. ficaria feliz..mas no momento não consigo viver sem carne... mas quem sabe um dia?
    (se minha mãe tb fosse seria mais fácil, é ela q faz a comida ahuah)

    http://sobre--tudo.blogspot.com/

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  9. Adorei o post!!! Acho que se as pessoas parassem para refletir a respeito de seus hábitos alimentares já haveria uma grande mudança no mundo. Temos que sair do piloto automático e começar a PENSAR. Bjo e bom findi.
    http://broguedadoida.blogspot.com/2010/03/levantando-moral.html

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  10. Flor, sou ovo-lacto vegetariana desde sempre! Minha mãe me criou assim e eu não faço a menor questão de virar carnívora, e olha que o restante da família são todos carnívoros!
    Mas também não sou extremista! Não ligo de ir em churrascos de amigos e da família...Muito pelo contrário, vou com o maior prazer! Nada que uma vinagrete, salada de maionese e um queijinho não resolvam...Ah! Cerveja também não poode faltar! hahaha
    BjoO

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  11. vc num paragráfo diz q devemos respeitar a todos os gostos... despois chama de pobre infeliz quem come carne! isso é respeito???
    só achei isso incoerente...

    Eu como carne e não me acho mais esperta ou burra por isso, nem acho q quem não come é mais ou menos q eu. Ahhh tbm não me sinto assassina...

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  12. Estou impressionada com a qualidade dos seus textos. Conheci o blog hoje e estou lendo aos poucos. Ao contrário da leitora aqui de cima entendi perfeitamente que o "pobre infeliz" foi direcionado ao radical carnívoro que vc citou no mesmo parágrafo que falou sobre o radical vegano. Problema de interpretação de texto que com atenção se resolve. Parabéns por mais esse post maravilhoso! Eu li todos os livros do Dr. Marcel e não sabia que ele tinha morrido! Que perda terrível! Que Deus o tenha no lugar que ele merece. O melhor deles. Beijo.

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Ju e Thata

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