Põe no lixo...

Olá meninas... Espero que tenham tido uma linda semana e já desejo que o fim dela seja igualmente prazeroso e, claro, com consciência sempre!

O assunto aqui na Linha do Horizonte hoje é bastante atual embora seja um problema desde que o homem fincou seus pés na terra pela primeira vez. O lixo.

Já lancei ao Horizonte inúmeros posts falando sobre sustentabilidade e meio ambiente. Essa é uma regra por lá, quem conhece o blog, sabe bem disso. Dou uma dispersada com assuntos diversos e acabo sempre voltando ao mesmo tema.

O nosso lixo é um problema real e se não agirmos com seriedade e rapidez, vamos não só tropeçar por ele pelas ruas, o que já acontece na maioria das grandes cidades, mas vamos afundar o planeta numa grande latrina construída com maus hábitos, inconseqüência, inconsciência e desrespeito.

Segundo o dicionário Michaelis, lixo significa: "aquilo que se varre para tornar limpa a sua casa, rua, jardim, etc...; restos de cozinha e refugos de toda espécie, como latas vazias e embalagens de mantimentos que ocorrem em uma casa; imundície, sujidade, escória, detrito, entulho, porcaria".

Talvez estejamos mesmo diante de um problema conceitual milenar! Há necessidade urgente de mudarmos nosso conceito de lixo e o primeiro passo para tal é aprumarmos o nosso conceito de reciclagem.

Reciclagem é um conjunto de técnicas que tem por finalidade aproveitar os detritos e reutilizá-los no ciclo de produção de que saíram. É o resultado de uma série de atividades, pela qual materiais que se tornariam lixo, ou estão no lixo, são desviados, coletados, separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de novos produtos.

O vocábulo surgiu na década de 1970, quando as preocupações ambientais passaram a ser tratadas com maior rigor, especialmente após o primeiro choque do petróleo, quando reciclar ganhou importância estratégica. As indústrias de reciclagem são também chamadas secundárias, por processarem matéria-prima de recuperação. Na maior parte dos processos, o produto reciclado é completamente diferente do produto inicial.

O problema da destinação final do lixo é conseqüência de um estilo de vida baseado na aparente necessidade desenfreada de consumo contínuo de produtos. Isso é uma tendência mundial. Só nos últimos 30 anos, toda a quantidade de dejetos produzida pelo ser humano se multiplicou por três, principalmente por causa dos restos de embalagens. O aumento e a intensidade da Industrialização são os dois fatores principais de origem e produção desses resíduos, resultantes da atividade diária do ser humano.

É evidente que não pretendo eu chegar aqui com esse discurso politicamente correto, muitíssimo bem amparado mas totalmente divorciado da rotina moderna de todos nós. É claro que o consumo aumenta na medida em que aumentam os anseios e as perspectivas de uma sociedade e como parte dela, vamos a rebojo.

Perdoem-me os mais xiitas, mas na minha opinião, o consumo não é o vilão dessa história, mas a falta de educação e de consciência dos consumidores é que o são. O que nos parece mais razoável – que as pessoas simplesmente parem de consumir ou reduzam tal prática ao mínimo sonhado pelo comunismo e, conseqüentemente afundem as economias de seus respectivos países ou simplesmente passem a obedecer um padrão de consumo mais consciente e sustentável?

Já falamos aqui sobre o consumo de líquidos em pet e a possibilidade de carregarmos nossas garrafas retornáveis. Vamos falar aqui ainda sobre as sacolas recicláveis e como são lindas as ecobags que retiram qualquer pessoa normal do senso comum e as coloca no patamar superior de “antenada”, “”consciente” e outros adjetivos tão bons de se carregar.

O que pretendo eu com este texto é simplesmente provocar cada leitora para que pense em formas alternativas de diminuir o seu lixo, o que passa, sem qualquer questionamento, por seus hábitos de consumo.

Produtos de limpeza precisam ser comprados em litro ou podem ser adquiridos em galão? Produtos de higiene pessoal têm que vir em embalagens minúsculas ou podemos ter uma nécessaire delas para viagem, mas o consumo em casa se pautar por frascos maiores e com maior quantidade do produto em tese num mesmo recipiente. Temos que trazer 70 mil sacolas plásticas do supermercado ou podemos marcar uma tarde com as amigas e transformar tecidos lindos em ecobags, tudo regado a muita fofoca, risada e chá verde em volta de uma máquina de costura?

Nossos filhos tem que levar toneladas de lixo como lanchinho para a escola ou podemos dar-lhes a importante primeira lição de sustentabilidade, fazendo-lhes carregar uma embalagem retornável para os alimentos sólidos e a já mencionada garrafinha?

Nossos cães precisam mesmo de um saquinho plástico a cada coquinho que fazem na rua, ou jornais usados resolveriam de forma mais econômica e sustentável? Percebem? De tudo o que fazemos, sempre temos a chance de melhorar nossos processos, e devolver ao mundo imagens melhores do que as que colhemos. É assim que se constrói melhores sociedades. É assim que colhemos os mais doces frutos. É cada um entendendo-se como parte do todo e não se apartando dele.

Além do fato de estarmos produzindo mais e mais detritos sem que eles tenham o devido tratamento, estamos explorando indiscriminadamente os recursos naturais não renováveis. O nome disso é desperdício e hoje é amplamente tratado como assunto de suma importância para a continuidade da vida na Terra. Portanto, ninguém vai poder falar que "não sabia" quando não houver mais como sustentar os seus hábitos de consumo.

Para o ambientalista Vilmar Berna: "existem serviços de limpeza da prefeitura mas as pessoas estão sempre arrumando desculpas para não ajudar. Em uma das atividades de limpeza feita por voluntários ambientais na Baía de Guanabara encontra-se desde sofá, fogão até tampa de refrigerantes. Mas para mim, o desrespeito é o mesmo: tanto de quem joga uma tampinha quanto quem joga um sofá".

O tão discutido Desenvolvimento Sustentável se encaixa exatamente nesse contraponto: as atividades humanas sobre os recursos naturais precisam ser planejadas de modo que se possa usufruir delas sem correr o risco de que se acabe o que, um dia, já foi abundante. E para tanto, a ação de todos nós é que faz toda a diferença. Desde a menor e aparentemente mais insignificante, os efeitos podem ser sentidos em curto espaço de tempo.

A condenação dos bois ao matadouro só se dá porque eles não tem noção da força que têm juntos!

Segundo Paul Hawken, autor de Capitalismo Natural: Criando a Próxima Revolução Industrial- obra elogiada por personalidades como Bill Clinton e Fritjof Capra- "é preciso que seja redesenhado um novo modelo industrial a partir da ótica do zero desperdício em prol da produtividade responsável, que preze pela preservação ambiental".

Aqui, a máxima: Reduza, Reutilize, Recicle, configura uma importante arma contra a destruição da natureza por conta de nossos hábitos de consumo e falta de consciência ambiental.

A reciclagem é a forma mais racional de eliminação de resíduos pois o material que foi uma vez descartado, volta para o ciclo de produção, o que soluciona a controvérsia da superlotação nos aterros sanitários . Para quem quiser argumentos econômicos, saiba que a reciclagem de uma única latinha de alumínio propicia economia de energia suficiente para manter uma geladeira por quase dez horas. E cada quilo de vidro reutilizado evita a extração de 6,6 quilos de areia, prática com alto impacto ambiental.

O reaproveitamento de um plástico que seja, ajuda a poupar petróleo. Usar o verso dos papéis já escritos significa menos árvores derrubadas. Não imprimir desenfreadamente, também! Logo, mais do que uma filosofia de vida, a reutilização pode ser, de fato, um bom negócio à medida em que poupa dinheiro.

Reduzir implica em evitar o consumo de tudo aquilo que é supérfluo. Isso significa rejeitar produtos com embalagens plásticas e de isopor, preferindo as de papelão que são recicláveis. Reutilizando depósitos de plástico e vidros para outros fins é outra forma de ajudar. E Reciclar consiste em fazer coisas novas a partir de coisas usadas, o que reduz drasticamente o volume de lixo, preservando os recursos naturais, poupando energia e melhorando a qualidade de vida das populações. É, basicamente, seguir à máxima de que, na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

"E isso sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo".

Essas sábias palavras do Chefe Seatlle ficam como um ensinamento do povo indígena para os brancos, para que façam, ao menos, o mínimo já que não atingiram o nível de interagir respeitosamente com o patrimônio natural de que dispõem e pelo qual somos todos responsáveis.

4 comentários:

  1. oi nice post e eu também gosto muito deste blog ... pls visite aqui: http://technotexter.co.cc/

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  2. Oi, tudo bem? Estou passando para divulgar meu site que vende roupinhas para bbs modernos feitas artesanalmente, dá uma passadinha lá!

    www.tubittas.aquitanda.com

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  3. Parabéns, mais uma vez pela postagem. Acredito muito que o emprenho dos governos e da sociedade no setor da reciclagem, só traria benefícios para humanidade, econômia e meio ambiente. Estamos perdendo dinheiro descartando material reciclável assim tão imprudentemente. A carta do chefe Seatlle, é das mais lindas que tive a chance de ler, merece muito ser divulgada.

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  4. Olá!

    Sou nova por aki e convido vc a conhecer meu blog:
    http://etcetera-tal.blogspot.com.

    Beijos

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Ju e Thata

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