A água e a terra...

Olá meninas... Espero que tenham tido uma linda semana e que seja de brisa fresca e perfume de jasmim seus próximos dias... Falemos hoje sobre uma questão de extrema importância em nossas vidas. A água.

O planeta Terra é formado por ¾ de água (doce e salgada) e apenas ¼ de terra (continentes e terras). A despeito de vivermos no “planeta azul” justamente por haver muito mais água do que terra por aqui, estamos ficando sem ela.

Hoje, metade da população mundial (mais de 3 bilhões de pessoas) enfrenta problemas de abastecimento de água e delas, cerca de 1,5 bilhão simplesmente não tem acesso.

Fica difícil acreditar que num planeta formado de água haja tal privação. Entretanto, muitas fontes de água doce estão poluídas ou, simplesmente, secaram. Somando-se ao fato de que 97% da água existente no planeta Terra é salgada (mares e oceanos), 2% formam geleiras inacessíveis e, apenas, 1% é água doce, armazenada em lençóis subterrâneos, rios e lagos têm que dar conta do abastecimento global, fica mais fácil entender como chegamos a tal ponto.

Dito isso, forma-se o quadro mais sombrio possível para a nossa e as gerações futuras: temos apenas 1% de água, distribuída desigualmente pela Terra para atender a mais de 6 bilhões de pessoas.

Não bastasse isso, esse pouquinho de água que nos resta está seriamente ameaçado já que somente agora estamos nos dando conta dos riscos que representam os esgotos, o lixo, os resíduos de agrotóxicos e industriais e, acreditem se puder, ainda hoje há quem ache que isso tudo é besteira.

No dia 22 de março se comemora o “dia internacional da água”. Não há motivos para festas. Apesar da boa vontade de poucos e de toda a demagogia dos lideres mundiais em torno do assunto, o mundo continua sem políticas globais para a racionalização do uso da água e as iniciativas existentes nesse sentido são pontuais e, em geral, temporárias. O problema não está sendo tratado na raiz.

Na República das Bananas, como tudo, , as medidas visando à racionalização do consumo da água são efêmeras e, portanto, eficazes apenas enquanto duram, em geral períodos relacionados a grandes secas, que exigem ação emergencial por parte das autoridades sempre alienadas quanto ao meio ambiente – afinal, árvores e mananciais não votam e quem vota gosta mesmo é de futebol e carnaval.

A educação sobre o consumo sustentável de água inexiste e basta uma simples ida aos subúrbios das grandes cidades para vermos crianças tomando banho de mangueira. Nem é preciso ir tão longe, mas nos condomínios onde moramos e pelo que pagamos muito caro, em nossa rua, em nossa vila, sempre tem um vizinho que alem de lavar o carro em casa, ainda o esfrega enquanto a torneira fica aberta jorrando ouro liquido ralo abaixo. Já tentou falar com ele? A resposta está sempre na ponta da língua: “Eu pago pela água que consumo. Meta-se com a sua vida!”

Pobre diabo... não sabe o que diz!

O Brasil detém cerca de 12% da água doce disponível no mundo, mas mais da metade (54%) desse total localiza-se na Amazônia e na bacia do rio Tocantins, onde está a menor população por quilômetro quadrado do país.

Essa situação faz com que metrópoles dos estados do Sul, Sudeste e Nordeste brasileiros sejam obrigadas a buscar água em mananciais cada vez mais distantes, devido à poluição das águas por dejetos humanos e industriais e ao assoreamento de rios, lagos e represas, a um custo que aumenta exponencialmente e com danos ao meio ambiente.

Cada nova represa e reservatório de água provoca desmatamento e, assim, contribui para diminuir o ciclo das chuvas e a quantidade de água doce disponível nessas regiões. Nem posso mencionar o impacto ambiental dessas represas, ou este post não acabaria hoje.

Felizmente, a pessoas (poucas) preocupadas em como sobreviver num planeta sem água e delas surgiram idéias que estão sendo implantadas mundo afora ainda com muita timidez mas, de qualquer forma, como as gotinhas que precisamos para encher nosso oceano de atitudes:

Em 1991, o governo mexicano criou o " reposition cost", substituindo três milhões e meio de válvulas por vasos sanitários com caixa acoplada, de 6 litros de descarga, obtendo uma redução de consumo de 5 mil litros de água por segundo." Reposition cost" era o preço que cada proprietário de edificação, dos mais variados usos, havia pago pala reposição dos equipamentos, trocados em locais autorizados para tanto, e que era devolvido pelo governo.

Nova York conseguiu instalar mais de um milhão de bacias sanitárias econômicas entre 1994 e 1996. A prefeitura reembolsava as despesas dos moradores e empresários locais com a troca das peças. A iniciativa poupou 216 milhões de litros de água por dia e o investimento se pagou em quatro meses.

Para a cidade de Los Angeles o governo do Estado da Califórnia ofereceu redução de impostos para toda a troca de bacias sanitárias com consumo superior a 6 litros. Também utilizou uma intensiva campanha publicitária nos meios de comunicação, mostrando as vantagens e a economia provenientes de tal troca.

No Japão foram mudadas as regras da construção civil e os condomínios, hotéis e hospitais passaram a ser construídos com sistemas particulares de reaproveitamento de águas. Nos mesmos, a água sai pelo ralo do box ou da banheira, segue por canos independentes até um pequeno reservatório que abastece os vasos sanitários da edificação. Só então vira esgoto que, em algumas cidades é tratado e reutilizado em processos industriais.

Falamos aqui, literalmente, de uma gota no oceano. Precisamos de muito mais que isso. O uso irracional e a poluição de fontes importantes (rios e lagos), podem ocasionar a falta de água doce muito em breve, caso nenhuma providência seja tomada.

Com o objetivo de buscar soluções para os problemas dos recursos hídricos da Terra, foi realizado no Japão, em março de 2003, o III Fórum Mundial de Água. Políticos, estudiosos e autoridades do mundo todo aprovaram medidas e mecanismos de preservação dos recursos hídricos.

Estes documentos reafirmam que a água doce é extremamente importante para a vida e saúde das pessoas e defende que, para que ela não falte no século XXI, alguns desafios devem ser urgentemente superados: o atendimento das necessidades básicas da população, a garantia do abastecimento de alimentos, a proteção dos ecossistemas e mananciais, a administração de riscos, a valorização da água, a divisão dos recursos hídricos e a eficiente administração dos recursos hídricos.

Tudo lindo e possível – escrito num pedaço de papel sem qualquer aplicabilidade real. Os governos não são entes superdotados e dependem da população para que as teorias se tornem prática. A economia e o uso racional da água deve estar presente nas atitudes diárias de cada cidadão. A pessoa consciente deve economizar, pois o desperdício de água doce pode trazer drásticas conseqüências num futuro pouco distante.

Enquanto nos colocarmos dentro de uma trincheira, com arma em punho e apontada para “os responsáveis” sem percebermos ou tentando esconder que nós, através de nossas atitudes cotidianas temos a solução para a degradação anunciada e já experimentada pela terça parte de nós, estaremos a cada dia mais distantes de efetivamente alcançar o equilíbrio da preservação.

A água está acabando e sem ela a vida tem os dias contados. Vamos continuar agindo como se fosse problema dos governos? Vamos continuar tratando a água como um produto pelo qual pagamos e, portanto, fazemos dele o que quisermos? Até quando teremos pelo que pagar?

Da esperteza até a inteligência há um longo caminho a ser percorrido. E da inteligência à consciência, tantas curvas e meandros acabam deixando a maioria para trás. Cabe a nós fazer parte do pelotão de elite! Nossas ações refletem-se no planeta...

  • Banho rápido: Se você demora no banho, você gasta de 95 a 180 litros de água limpa. Banhos rápidos (de no máximo 15 minutos) economizam água e energia.
  • Escovando os dentes: Se a torneira ficar aberta enquanto você escova os dentes, você gasta você gasta até 25 litros de água. Então, o melhor é primeiro escovar e depois abrir a torneira.
  • Torneira fechada: Torneira aberta é igual a desperdício. Com a torneira aberta, você gasta de 12 a 20 litros de água por minuto. Se deixar pingando, são desperdiçados 46 litros por dia.
  • Descarga: Uma descarga chega a utilizar 20 litros de água em um único aperto! Então, aperte a descarga apenas o tempo necessário.
  • Lavando louça: Ao lavar louças, não deixe a torneira aberta o tempo todo (assim você desperdiça até 105 litros). Primeiro passe a esponja e ensaboe e depois enxágüe tudo de uma só vez.
  • Lavando o carro: Lavar o carro com uma mangueira gasta até 560 litros de água em 30 minutos. Quando precisar lavar o carro, use um balde!
  • Mangueira, vassoura e balde: Ao lavar a calçada não utilize a mangueira como se fosse vassoura. Utilize uma vassoura de verdade e depois jogue um balde d’água (assim você economiza até 250 litros de água).
  • Jardim: Regando plantas você gasta cerca de 186 litros de água limpa em 30 minutos. Para economizar, guarde a água da chuva e regue sempre de manhã cedo, evitando que a água evapore com o calor do dia.
  • Aquário: Quando for limpar o aquário, aproveite a água para regar as plantas. Esta água está enriquecida com nitrogênio e fósforo, o que faz muito bem para as plantas.
  • Pressão política: Não adianta só economizar: é preciso brigar por políticas que cuidem dos rios e lagos e garantam água potável para todos.
Ao abrir a torneira, pense: Dá para viver sem água? Não dá. Então, a saída é fazer um uso racional deste recurso precioso. A água deve ser usada com responsabilidade e parcimônia. Para nós, consumidores, também significa mais dinheiro no bolso. A conta de água no final do mês será menor. O mais importante, no entanto, é termos a consciência de que estamos contribuindo, efetivamente, para reduzir os riscos de matarmos a nossa fonte de vida: a água. Todos somos responsáveis...

2 comentários:

  1. Olá, Jafa, o blog Dominus em parceria com a Loja do Altivo estará sorteando o livro O Último Trem Para Istambul de Ayse Kulin. Participe!
    http://dominus-dominique.blogspot.com/2010/03/loja-do-altivo-dominus-enviam-o-ultimo.html

    Um abraço pra ti!

    ResponderExcluir
  2. "...como as gotinhas que precisamos para encher nosso oceano de atitudes" Genial!

    Muito bom saber, que enquanto eu era uma pirralha, que já se indignava com os lavadores oficiais de calçada e as tantas piscinas cheias sem nem serem utilizadas, alguns governos já tomavam posturas lógicas e racionais contra esse desperdício.

    Desperdício é a palavra! Não sei como as pessoas conseguem conviver com ele, e ainda assim permanecerem com suas consciências tão tranquilas.

    Sempre que vejo a água sendo jorrada sem nenhuma aplicação justa e real, sinto-me como se estivesse em pleno deserto ao meio dia, enquanto aquele indíviduo trata nosso bem mais valioso de forma tão vil.

    O dinheiro surgiu para nos dar essa falsa impressão de que podemos comprar tudo, incluindo pessoas e os recursos naturais do planeta, o que ninguém sabe é que uma conta muito mais alta está para chegar e dessa vez não adiantará estar quite com a Sabesp...

    o que não te serve, poderia estar salvando a vida de alguém!

    ResponderExcluir

Obrigada pelo seu comentário e pela visita!

Se seu comentário for uma pergunta, pedimos que deixe um e-mail de contato, pois não conseguimos responder comentário anônimos!

Ju e Thata

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Sem firulas © Layout criado por: Algodão Doce Design
imagem-logo